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    MP pede extradição de brasileiro preso na Colômbia acusado de feminicídio

    Alef Teixeira de Souza, de 29 anos, estava foragido desde abril deste ano

    Coletiva da Polícia Civil de Minas Gerais
    Coletiva da Polícia Civil de Minas Gerais Divulgação

    Renato PereiraGabriel Damiãoda CNN

    O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) pediu na quarta-feira (16) a extradição de Alef Teixeira de Souza, suspeito de cometer um feminicídio em Ipatinga (MG), que foi preso na Colômbia na terça-feira (15).

    A prisão foi realizada pela Interpol, com o apoio da Polícia Civil, MP-MG e da Polícia Federal (PF).

    De acordo com a Polícia Civil, Souza já tinha cometido outros crimes contra mulheres com o mesmo modo de agir apresentado no caso registrado em Ipatinga. O crime no município mineiro aconteceu em 2021.

    “Ele se aproximava de mulheres por meio de aplicativos de relacionamentos, conseguindo morar junto com as vítimas e passando a submetê-las ao vício em drogas injetáveis e constantes espancamentos e torturas”, relata o delegado Marcelo Franco Marino, responsável pelo caso.

    Além desses crimes, o suspeito também responde por envolvimento com tráfico de drogas. Souza teve a prisão preventiva decretada e ficou foragido desde a data do feminicídio. A rota de fuga do suspeito foi rastreada pela equipe de inteligência da Polícia Civil em Ipatinga.

    A denúncia do MP apresentada à Justiça aponta que, após a morte da vítima, o suspeito se apossou das redes sociais da ex-companheira e, se passando por ela, passou a enviar aos familiares mensagens e vídeos afirmando que estava tudo bem.

    Em determinado momento, utilizando seu próprio perfil no Instagram, Souza teria comunicado à família sobre a morte da mulher e, nesta mesma ocasião, desativou todas as suas redes sociais.

    Ele foi denunciado pelo homicídio com três qualificadoras: meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Juntas, as penas podem chegar a 30 anos de reclusão. Por tráfico de drogas, a condenação pode ser de cinco a 15 anos de prisão.

    A Polícia Civil diz ainda que ele teria diversos contatos internacionais. Há um histórico de viagens para os Estados Unidos e para o Uruguai relacionados a negócios.

    A defesa de Souza foi procurada pela CNN, mas ainda não respondeu.