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    MP-RJ denuncia 2 policiais civis por morte durante operação no Jacarezinho

    Um dos denunciados responderá pelos crimes de homicídio doloso e fraude processual. O outro agente é acusado pelo crime de fraude processual

    Daniel Fernandesda CNN

    Em São Paulo

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    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, nesta quinta-feira (14), dois policiais civis por envolvimento no homicídio de Omar Pereira da Silva, um dos 28 mortos durante a ação realizada na comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, no dia 6 de maio.

    Em nota, a promotoria fluminense informou que um dos denunciados responderá pelos crimes de homicídio doloso e fraude processual. O outro agente é acusado pelo crime de fraude processual. Os nomes não foram divulgados.

    Esta é a primeira denúncia oferecida pela promotoria fluminense contra agentes de segurança do estado.

    Além da denúncia, o MP pediu também o afastamento dos policiais de suas funções, em participação em operações policiais.

    Execução

    A força-tarefa formada pelo MP-RJ para apurar as mortes ocorridas durante a operação afirma que os policiais denunciados assassinaram Omar Pereira da Silva no interior de uma casa na Travessa São Manuel, número 12, no Jacarezinho.

    De acordo com a denúncia, o crime foi praticado quando a vítima estava encurralada em um quarto de criança, desarmada e já baleada no pé.

    Ainda segundo a denúncia, o policial responsável pelo disparo e o outro agente, também denunciado, retiraram o corpo de Omar do local antes de a perícia ser realizada.

    A denúncia também afirma que os policiais colocaram uma granada no local do crime e apresentaram uma pistola e um carregador, no registro da ocorrência, alegando falsamente que elas pertenciam à vítima.

    “Com tais condutas, os denunciados (…), no exercício de suas funções públicas e abusando do poder que lhes foi conferido, alteraram o estado de lugar no curso de diligência policial e produziram prova por meio manifestamente ilícito, com o fim de eximir (…) de responsabilidade pelo homicídio ora imputado ao forjar cenário de exclusão de ilicitude”, aponta trecho da denúncia.

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