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    “Muçum não existe mais”, diz prefeito de cidade destruída por chuvas no RS

    De 40 mortes já confirmadas na região, 15 foram no município. Furacão causado por ciclone veio 15 dias depois de um temporal de granizo que já tinha destruído cerca de 1.000 casas

    Da CNN

    São Paulo

    A pequena cidade de Muçum, no Rio Grande de Sul, uma das mais afetadas pelas chuvas recordes que atingiram o estado após a passagem de um ciclone, foi completamente destruída pelas águas e precisará ser reconstruída.

    As informações são do prefeito da cidade, Mateus Trojan (MDB), que falou em entrevista à CNN nesta quinta-feira (7).

    De 40 mortes já confirmadas na região, causadas pelo desastre, 15 aconteceram na cidade de cerca de 4 mil habitantes, todas elas já identificadas, de acordo com Trojan.

    Ao menos 20 pessoas seguem desaparecidas  no município, informou, e entre 200 e 300 estão desabrigadas e ocupando os espaços organizados pela cidade para acomodá-las provisoriamente.

    “É realmente uma situação muito, muito grave, destruiu a cidade”, disse Trojan.

    “Não temos mais a cidade. O município de Muçum como era conhecido não existe mais. Vai ter que passar por todo um grande processo de reconstrução nos próximos meses, eu diria até nos próximos anos.”

    O prefeito informou que o volume de água que cobriu a cidade é o maior já registrado, e veio quando a cidade ainda tentava se recompor de um temporal de granizo – também “o pior temporal de granizo da nossa história”, de acordo com Trojan – que aconteceu apenas 15 dias antes e destruiu cerca de 1.000 casas.

    “Estávamos tentando criar estruturas para se recuperar daquela catástrofe, e agora tivemos esse furacão”, contou.

    “De forma muito rápida a enchente chegou às residências e em volumes jamais vistos. É a maior enchente da história de Muçum e por uma margem muito grande da que, agora, é a segunda maior.”

    Trojan informou que a prefeitura está em conversas tanto com o governo do estado quando o governo federal para conseguir recursos para a reconstrução da cidade e também para o atendimento às famílias atingidas.

    As equipes seguem com o trabalho de buscas e também de limpeza de ruas e edifícios inundados. Os times incluem pessoal dos Bombeiros, Defesa Civil, Exército e também voluntários, contou Trojan.

    Publicado por Juliana Elias