Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Mulher que denunciou PMs por estupro engravidou e diz que recebeu proposta de R$ 30 mil para não contar

    Polícia Militar abriu uma sindicância para apurar envolvimento dos agentes

    Imagem de viatura da Polícia Militar de São Paulo
    Imagem de viatura da Polícia Militar de São Paulo Reprodução/ Twitter PMESP

    Dayres VitoriaMaria Clara Alcântarada CNN*

    São Paulo

    A mulher de 33 anos que denunciou um grupo de policiais militares por estupro coletivo durante uma festa em Guarujá, litoral de São Paulo, engravidou e diz ter recebido propostas de R$ 30 mil para não denunciar os agentes, segundo os advogados da vítima, Bruno Bottiglieri Freitas Costa e Allan Kardec Campo Iglesias.

    A vítima chegou a engravidar após o crime e como se tratava de uma gravidez resultante de estupro, ela conseguiu o direito de interrompê-la.

    Em entrevista com os advogados, eles afirmaram que a vítima se recorda de nove pessoas, sendo oito policiais, mas considerando que havia outras pessoas no local e horários dos fatos, a investigação considera o número de doze pessoas diretamente envolvidas no episódio.

    A polícia trabalha com a hipótese de que os agentes colocaram algo na bebida da vítima, o que sugere uma eventual acusação de estupro de vulnerável.

    O crime

    O estupro coletivo teria ocorrido em agosto de 2023, porém a denúncia foi feita em dezembro do mesmo ano.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do Guarujá e está sob segredo de Justiça. Foram requisitados exames sexológicos e médicos para a vítima.

    A ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo pediu o afastamento dos suspeitos assim que foram identificados e que a Corregedoria assuma o caso devido à gravidade das acusações.