Mulheres violentadas receberão celular para acompanhar movimentação de agressores

As vítimas terão acesso a aplicativo interligado a tornoleizeras presas aos agressores; no total, 2 mil tornozeleiras serão distribuídas no Rio Grande do Sul

Larissa Coelho e Iara Maggioni, da CNN
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Agressores de mulheres que cumprem medidas protetivas da Lei Maria da Penha serão monitorados por tornozeleiras eletrônicas no Rio Grande do Sul. A iniciativa terá início em Porto Alegre e também na cidade de Canoas, região metropolitana, mas o objetivo é estender o projeto para todo estado.

As vítimas receberão um celular com aplicativo interligado ao aparelho usado pelo agressor. Em caso de aproximação à vítima, o celular emite um alerta.

Caso o agressor ultrapasse o limite estabelecido por medida protetiva, o celular mostrará um mapa em tempo real e também será emitido um alerta para central de monitoramento.

Equipes da Patrulha Maria da Penha ou outra Guarnição Militar mais próxima serão acionadas para deslocamento ao local onde está a vítima. O aplicativo também pode ser cadastrado em celulares de familiares e amigos das mulheres.

No total, o projeto prevê 2 mil tornozeleiras eletrônicas. Os equipamentos foram adquiridos da empresa suíça Geosatis. O valor total para implantação da iniciativa é de R$ 4,2 milhões.

A tornozeleira tem carregamento portátil que garante carga completa de bateria em 90 minutos. A duração dessa carga é de 24 horas.

No início desta semana, 95 operadores integrantes da Polícia Civil, do Comando de Policiamento de Canoas e do Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI) começaram treinamento para atuação específica nesses casos. O aprimoramento segue até o dia 11 de fevereiro.

Depois dos testes técnicos, o projeto entra em execução, com previsão de início para março deste ano.