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    Não adianta tentar esconder noticiário das crianças, diz especialista em educação midiática

    À CNN Rádio, Maria Clara Cabral, co-fundadora da revista Qualé, defendeu que há formas apropriadas de se repassar informações como a guerra de Israel

    Sala de aula
    Sala de aula Gilberto Marques/Governo do Estado de SP

    Amanda Garciada CNN

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    A jornalista e a co-fundadora da revista Qualé Maria Clara Cabral defende que não adianta tentar esconder fatos do noticiário das crianças.

    À CNN Rádio, no CNN Educação, ela explicou que “as crianças, por mais que se tente blindá-las de informações pesadas como a Guerra de Israel”, têm contato com o noticiário, seja pela TV ou redes sociais.

    Segundo a especialista em educação midiática, o ideal é “falar sobre o assunto de forma apropriada, em termos de linguagem, com jornalismo visual.”

    “No caso da guerra, trazer contexto histórico, mapa, explicar o porquê de estar acontecendo, contar com a ajuda de especialistas”, completou.

    Maria Clara defende que as crianças devem ter contato com conceitos de jornalismo desde pequenas.

    “Obviamente, quando falamos de guerra, não vai explicar de forma mais profunda para criança pequena, traduz de acordo com a faixa etária para trazer mais ou menos informação, para calibrar o noticiário para que todos entendam”, disse.

    Ela destaca que a “educação midiática é extremamente importante” para evitar, por exemplo, a propagação de fake news, e para criação de pensamento crítico.

    Veja mais: População de Gaza tenta fugir da próxima fase da guerra

    “Muito importante que essa educação esteja inserida no contexto escolar desde cedo, interpretando fotos, se é jornalística ou publicidade”, exemplificou.

    A revista Qualé serve de material de apoio dentro da sala de aula para crianças de 7 aos 12 anos, para trabalho interdisciplinar.

    *Com produção de Isabel Campos

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