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    Não haverá reprovação de alunos em SP em 2020, diz secretário de educação

    Segundo Rossieli Soares, mesmo assim, não haverá uma "aprovação de qualquer jeito": as notas de 2020 se juntarão com as de 2021. Aulas devem voltar em outubro

    Da CNN, em São Paulo

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    O secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, falou à CNN que, por conta da paralisação no calendário, a aprovação dos alunos da rede pública de ensino será diferente em 2020: não haverá reprovação. Mas, segundo Soares, não acontecerá uma “aprovação de qualquer jeito”.

    “Não compreendemos que seja possível reprovar”, diz o secretário. “Mas vamos trabalhar na rede estadual com 8 bimestres: junta as duas séries, a de 2020 e a de 2021, e o aluno só avança para a próxima, em 2022, se tiver média”,

    A respeito da expectativa para a volta às aulas em meio à pandemia do novo coronavírus, Soares afirma que a previsão é de que as escolas recebam os alunos a partir de 7 de outubro, desde que alguns critérios sejam atendidos.

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    “Para que possamos autorizar o retorno, todo o Estado precisa estar em amarelo [na fase de flexibilização]. Tivemos um avanço, um caminho de melhora, mas essa condição precisa permanecer em setembro. É também o desejo das redes reabrirem”, afirma.

    As conversas e análises vão continuar, conta Soares. “O calendário do mês de outubro continua alinhado, mas em setembro vamos discutir com as prefeituras e secretários municipais de educação. Quero que volte o mais rápido que puder, mas com a segurança devida.”

    As realidades devem ser levadas em conta, ressalta. “O menino da periferia não está em isolamento, está na rua porque o pai ou a mãe está trabalhando e não tem com quem ficar. Não somos cuidadores, mas é preciso olhar com muito carinho todas as situações”.

    De acordo com o secretário, a partir do dia 7 de outubro, ficará autorizada o retorno às aulas de todas as escolas. Se uma cidade optar por não reabrir os colégios municipais, por exemplo, as estaduais e particulares serão liberadas para voltarem a operar.

    “O município só pode barrar sob razões epidemiológicas locais, mas não pode dizer que a rede privada não voltará por outros motivos.”

    (Edição: André Jankavski)

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