Não se sabe a extensão do dano de demissão coletiva ao Enem, diz secretário do ES

Presidente de Conselho Nacional de Secretários de Educação, Vitor de Angelo afirmou que saída de servidores do Inep evidencia má gerência do órgão pelo MEC

Produzido por Juliana Alvesda CNN

Em São Paulo

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Apesar do Ministério da Educação (MEC) garantir que o cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seguirá normalmente, mesmo após demissão coletiva no Inep, a aplicação da prova pode estar em risco. A avaliação é de Vitor de Angelo, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretário estadual da Educação do Espírito Santo.

Em entrevista à CNN, Angelo disse que o pedido de exoneração de mais de 30 servidores do órgão responsável pela realização do Enem evidencia problemas de gerência pelo MEC. No entanto, ele reforça que ainda não é possível avaliar o impacto dos últimos acontecimentos para a realização do Enem 2021.

“Precisamos reconhecer que não temos a exata clareza da extensão do dano que essa demissão coletiva pode causar. De um lado, o ministério vem reafirmando que o Enem ocorrerá sem nenhuma dificuldade, pode ser isso que isso ocorra, afinal tem alguns processos já iniciados”, disse.

“Por outro lado, não é possível imaginar que pessoas em tão grande número pediram demissão desses cargos e isso não faça diferença alguma”, completou.

Para o presidente do Consed, a demissão coletiva dos servidores do Inep é “sinal” de algo errado no órgão. “Isso evidencia um problema num órgão de Estado que deveria ser valorizado pela sua importância na área educacional do país.

“Se o Inep fosse deixado livre, certamente funcionaria com muita qualidade. Para vermos uma situação como essa é porque a forma como ele está sendo gerido está criando algumas dificuldades para realização do seu trabalho”, disse.

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