Necropsia indica que 8 mortos do Salgueiro foram vítimas de ferimentos a balas

Documento já está nas mãos da Polícia Civil do Rio de Janeiro e não registra ferimentos por golpes de faca

Moradores recolhem corpos no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro
Moradores recolhem corpos no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro José Lucena/Estadão Conteúdo

Isabelle Salemeda CNN

No Rio de Janeiro

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que os oito corpos encontrados em um manguezal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, não tinham sinais de facadas ou outro tipo de arma cortante. Na última segunda-feira (22), moradores da comunidade relataram que os cadáveres tinham marcas de tortura.

De acordo com a investigação, a informação que consta no laudo da necropsia é que foram detectados apenas ferimentos provocados por tiros. Projéteis encontrados em três corpos passarão por confronto balístico.

A Polícia Civil deve receber ainda nesta quarta-feira (24) a lista dos policiais envolvidos na operação, que culminou em dez mortos no fim de semana. Além dos oito corpos, um homem foi baleado e chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu.

A décima vítima é o sargento da Polícia Militar, Leandro Rumbelsperger da Silva. Os policiais devem ser ouvidos ainda essa semana.

Também está prevista para esta quarta-feira, a entrega das armas usadas pelos PMs. Os investigadores da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí (DHNSG) também querem esclarecer se as mortes foram durante uma troca de tiros ou se os homens foram executados.

Segundo as investigações, quatro dos mortos não tinham antecedentes criminais e um, era menor de idade.

Durante a varredura feita pela Polícia Civil na última segunda-feira (22), não foram encontradas armas. Apenas cartuchos de armamentos. Testemunhas já estão sendo ouvidas.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que segue colaborando com os trâmites processuais e investigativos. Os procedimentos estão sendo conduzidos pela Secretaria de Estado de Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Também já foi aberto um inquérito policial militar para apurar o caso.

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