Nina Silva: Chacinas e risco de genocídio deveriam causar maior comoção social

Em meio a ameaças pelo garimpo ilegal, comunidade Yanomami chega a três décadas de homologação da terra na floresta amazônica

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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Especialista CNN em tecnologia, empreendedorismo e diversidade, Nina Silva, comentou, nesta sexta-feira (27), sobre os 30 anos de homologação da terra indígena Yanomami, na região Norte do país, e a recente operação da PM do Rio de Janeiro na Vila Cruzeiro, na zona norte da capital fluminense, que terminou com 23 mortos.

Para Nina, apesar das três décadas de homologação da terra Yanomami, o momento não é de comemoração. A especialista destacou os crimes socioambientais, doenças, violência e as violações de direitos causadas pelo aumento das atividades de garimpo ilegal na região como uma ameaça para as 371 comunidades na floresta amazônica.

“Por essa razão, o Ministério Público Federal (MPF) determinou o retorno das operações para a retirada dos garimpeiros ilegais, constatando falta de efetividade do combate às devastações sobre os povos da região”, ressaltou.

Nina também falou sobre a ação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope) na Vila Cruzeiro, que deixou 23 mortos.

“O que os dois casos têm em comum? Chacina em periferias e risco de genocídio de povos nativos da terra na mesma semana deveriam causar maior comoção social e ações efetivas e urgentes do governo para proteção à vida, trazendo à tona, mais uma vez, a naturalização da violência a populações subrepresentadas e em situação de vulnerabilidade em nosso país”, completou.

Veja mais no vídeo acima.

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