No cenário atual, Comitê Científico do Rio não vê necessidade de restrições ao Carnaval

Em reunião na segunda-feira (20), a equipe de especialistas entendeu que o cenário epidemiológico é favorável, mesmo após a confirmação do primeiro caso de ômicron

O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 vê o cenário como favorável
O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 vê o cenário como favorável Acervo Liesa

Iuri CorsiniStéfano Salles

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O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-RJ), recomendou, na segunda-feira (20), que a pasta, ao menos neste momento, não estabeleça nenhuma restrição à realização do Carnaval de 2022. O CEEC fundamentou a recomendação destacando o “cenário epidemiológico favorável”. Eles levam em conta o baixo número de casos e de internados por covid-19, a reduzida porcentagem de positividade de testes e a atual taxa de cobertura vacinal na cidade, que está em 80%.

Além disso, segundo a ata da reunião, o Comitê levou em consideração a análise dos dados de todos os eventos com aglomerações e disse que está sustentado pelas evidências científicas disponíveis no atual momento. No entanto, o CEEC recomendou que todo o processo de monitoramento do cenário epidemiológico seja mantido e que seja garantida a apresentação do passaporte vacinal.

A recomendação ocorre cerca de uma semana depois de o prefeito do Rio, Eduardo Paes, colocar em dúvida o carnaval de rua e garantir apenas o desfile das escolas de samba, na Sapucaí. Em uma de suas redes sociais, Paes destacou que esta recomendação é pontual, indicando que caso haja uma piora nos números da pandemia as restrições poderão ser restabelecidas.

O presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), Jorge Perlingeiro, concorda com a recomendação do comitê. Segundo ele as escolas de samba e a Liga não pararam de trabalhar durante esse período e estão prontas para ir à avenida em fevereiro.

“Quando veio o problema da pandemia lá atrás, era uma grande incerteza, e eu sabia que poderíamos não ter Carnaval. Mas não deu para ficar esperando até alguém definir algo mais concreto. Então não paramos neste tempo”, disse o presidente à CNN.

Perlingeiro destacou a importância do avanço da vacinação para que o cenário epidemiológico melhorasse na cidade do Rio e se mostrou esperançoso com a plena realização do desfile do ano que vem.

“Estamos todos muito felizes e esperançosos. Os barracões estão funcionando a pleno vapor e as verbas já estão chegando através das parcerias firmadas. Isso nos dá muita segurança”, destacou, reforçando, ainda, que todos que vão desfilar na Sapucaí terão que apresentar o comprovante da vacina para poder retirar suas fantasias e participar da festa.

ENSAIOS TÉCNICOS

Apesar do otimismo em relação ao desfile das escolas de samba, Perlingeiro disse não ser possível garantir a realização dos ensaios técnicos abertos ao público, previstos para a segunda quinzena de janeiro. Por não ter ingresso, o controle de quem está ou não vacinado fica inviabilizado.

Perlingeiro ainda comentou sobre a previsão das obras de revitalização do asfalto do Sambódromo. Segundo ele, já houve empresa vencedora da licitação e a prefeitura do Rio vai doar cerca de R$ 1,8 milhão para as reformas. A previsão é de que elas sejam iniciadas até o dia 27 deste mês e terminem em até 20 dias.

Além das obras na avenida, o Sambódromo também receberá uma nova iluminação e terá seu sistema de drenagem de água aperfeiçoado, com a instalação de novos bueiros em ambos os lados da via.

Atualmente, a cidade do Rio tem 5.394.938 de pessoas com o ciclo vacinal completo. Destas, 1.340.923 já receberam a dose de reforço.

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