Foragido condenado pela morte de Mãe Bernadete é morto pela PM na Bahia

Marílio dos Santos, apontado como mandante da execução da líder quilombola, foi localizado após operação do Bope

Gabriela Bento, colaboração para a CNN Brasil, no Recife
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O homem apontado como mandante do assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete foi localizado na madrugada desta quinta-feira (16) no município de Catu, na Região Metropolitana de Salvador.

Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, estava foragido da Justiça e morreu após um confronto com policiais militares durante tentativa de cumprimento de mandado de prisão, segundo a SSP-BA (Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia).

Conforme a pasta, equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) interceptaram o suspeito na zona rural de Catu. De acordo com a corporação, ao ser abordado, ele teria atirado contra os agentes, que revidaram. Marílio foi atingido, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Com ele, foram apreendidos arma de fogo e munições. A ocorrência segue em andamento.

Marílio dos Santos figurava no Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia e era considerado foragido. Ele havia sido condenado pelo Tribunal do Júri, na última terça-feira (14), a 29 anos e 9 meses de prisão, apontado como mandante do assassinato.

Na mesma sessão, em Salvador, o réu Arielson da Conceição Santos também foi condenado pelo crime. Ele foi sentenciado a 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, em julgamento realizado quase três anos após o assassinato da liderança quilombola.

Mãe Bernadete foi morta na noite de 17 de agosto de 2023, dentro da própria casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O imóvel foi invadido por homens armados, quando a líder quilombola foi atingida por 25 disparos de arma de fogo, morrendo no local.

No momento do crime, três netos da ialorixá estavam na residência. Eles foram retirados da sala antes dos disparos e não sofreram agressões físicas.

De acordo com o inquérito policial, Marílio dos Santos era chefe do tráfico na região. O homicídio teria sido motivado pela oposição firme da líder religiosa à atuação do grupo no território quilombola e pela retirada de uma barraca atribuída ao mandante que, segundo a investigação, era utilizada para a venda de entorpecentes.