Grupo ligado ao CV que lavou R$ 20 milhões com fintechs é alvo de operação
Ação da Polícia Civil e do MP cumpre mandados em quatro estados, bloqueia R$ 3,8 milhões e aponta uso de plataformas financeiras digitais por organização ligada ao tráfico de drogas no extremo sul baiano

Uma operação integrada das forças de segurança da Bahia mira, nesta quarta-feira (8), uma organização criminosa ligada ao CV (Comando Vermelho) com atuação no extremo sul do estado e ramificações em outras unidades da federação.
Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões por meio de fintechs para lavar dinheiro do tráfico de drogas.
Batizada de Operação Vento Norte, a ação reúne a Polícia Civil e o Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), e cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
Sete pessoas foram presas temporariamente, entre elas um vereador da cidade de Guaratinga (BA), de 38 anos, que também foi autuado em flagrante por posso ilegal de arma de fogo. Outros cinco mandados de prisão foram cumpridos em presídios, sendo dois no Espírito Santo, um em Minas Gerais, um no Rio e outro na Bahia.
As diligências ocorrem principalmente nos municípios de Eunápolis e Guaratinga, na Bahia, além de medidas simultâneas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao todo, também foi determinado o bloqueio de cerca de R$ 3,8 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados, atingindo 26 contas bancárias.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções e hierarquia definida, tendo como principais atividades o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e a associação criminosa. Há ainda indícios de envolvimento em crimes violentos.
Os investigadores apontam que a organização utilizava contas bancárias e plataformas financeiras digitais, as chamadas fintechs, para movimentar recursos de origem ilícita. Em apenas uma dessas instituições, foi identificada a movimentação superior a R$ 20 milhões.
Segundo o Ministério Público, o bloqueio dos valores e das contas foi autorizado com o objetivo de interromper o fluxo financeiro do grupo, preservar provas e ampliar a efetividade das investigações.
Cerca de 70 policiais civis participam da operação, coordenada pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior.


