ANP segue sem resultado sobre possível petróleo encontrado em poços no CE

Amostra coletada em Tabuleiro do Norte, no sertão cearense, após agricultor encontrar líquido escuro e inflamável em poços perfurados, ainda está em análise mais de um mês depois

Gabriela Bento, colaboração para a CNN Brasil, no Recife
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A análise do material encontrado em dois poços perfurados por um agricultor na zona rural de Tabuleiro do Norte, no sertão do Ceará, ainda não foi concluída, mais de um mês após a coleta da amostra enviada para avaliação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A informação foi confirmada pelo órgão nesta quarta-feira (15).

Segundo a agência, a amostra foi inicialmente coletada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e depois encaminhada para análise laboratorial. “A análise está em andamento e ainda não foi concluída”, informou a ANP, em nota.

O material passou a ser investigado após o agricultor Sidrônio Moreira encontrar um líquido escuro, viscoso e inflamável ao perfurar o solo em busca de água na propriedade, em novembro de 2024. Foram abertos dois poços no terreno, e, em ambos, a substância apareceu antes que o lençol freático fosse atingido, o que levou à interrupção das escavações.

A suspeita foi comunicada à ANP em julho de 2025. Meses depois, em 12 de março de 2026, técnicos da agência foram até o local para avaliar as condições dos poços e orientar a família. A vistoria foi realizada em conjunto com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace).

De acordo com a ANP, a visita teve como foco verificar a situação da área e repassar orientações relacionadas à segurança das pessoas e à proteção ambiental. Na ocasião, os técnicos recomendaram que os poços permanecessem isolados e que fosse evitada a aproximação de curiosos.

Enquanto aguarda a conclusão dos exames, a família mantém a área isolada e segue sem uma solução definitiva para o abastecimento de água na propriedade. O agricultor havia perfurado os poços após contratar um empréstimo de R$ 15 mil, na tentativa de garantir água para os animais.

A expectativa agora é que o resultado das análises confirme a composição da substância e indique os próximos passos do caso, que segue sob responsabilidade da ANP.