Irmãos desaparecidos no MA: veja como novas pistas ampliam investigação

Depoimento de sobrevivente, rastro em casa abandonada e denúncia de paradeiro em São Paulo podem mudar os rumos das buscas por Ágatha e Allan

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, mais de 500 pessoas atuaram na operação, que reúne forças estaduais, a Prefeitura de Bacabal, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil  • Redes/Sociais
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As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, entraram em uma nova fase, nesse domingo (25), após uma denúncia indicar que os irmãos teriam sido vistos em um hotel no bairro da República, no centro de São Paulo.

O caso, que teve início em 4 de janeiro no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), agora se divide entre a varredura técnica na mata e a checagem de denúncias interestaduais.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) confirmou que trabalha em cooperação com a polícia paulista para verificar a veracidade da informação, embora nenhuma linha de investigação anterior tenha sido descartada.

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O papel do sobrevivente e a "casa caída"

O resgate de Anderson Kauã, de 8 anos, primo das crianças, foi determinante para o novo direcionamento das investigações.

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Encontrado com vida em 7 de janeiro, o menino recebeu alta médica após 14 dias de internação e, com autorização judicial, participou ativamente das buscas indicando o trajeto percorrido pelo grupo.

Segundo seu relato, as crianças caminharam até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, próxima às margens do Rio Mearim.

Veja imagens do local

A presença dos três no local foi confirmada por quatro cães farejadores, que identificaram o rastro deixado pelas crianças e indicaram que Anderson seguiu por um lado da casa enquanto os irmãos seguiram por outro.

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Apesar da redução da força-tarefa após 20 dias de operações, o governo do Maranhão afirma que a localização das crianças permanece como prioridade absoluta.