Cerca de 200 pesquisas foram afetadas após incêndio na UFPE, diz MEC

Incêndio atingiu o prédio da Dine (Diretoria de Inovação e Empreendedorismo) da UFPE, onde ficavam armazenados laboratórios na área de fármacos, informática e genética

Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, em São Paulo
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Cerca de 200 dissertações que estavam em andamento foram afetadas após o incêndio que destruiu um dos prédios do Campus Recife da UFPE na noite de quarta-feira (7), segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O incêndio atingiu um prédio multiuso onde ficavam armazenados laboratórios na área de fármacos, informática e genética. O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas para extinguir o fogo e informou que não houve feridos.

De acordo com o reitor da Universidade, Alfredo Gomes, o fogo destruiu cerca de R$100 milhões em equipamentos de pesquisa.

As causas do incêndio serão investigadas pela PF (Polícia Federal), que adotará robôs e drones para entender a dimensão da área afetada e contará com ajuda do Instituto Nacional de Criminalística.

Medidas pós-incêndio

O MEC (Ministério da Educação) informou que irá destinar recursos do Governo Federal para a construção de um novo prédio na UFPE.

A pasta também divulgou que os pesquisadores com bolsa para mestrado, doutorado ou pós-doutorado terão o benefício estendido o prazo necessário e poderão continuar seus estudos inclusive em outras universidades no exterior a partir do Pdse (Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior).

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Materiais laboratoriais e duas obras – prédio que faz parte do Cin (Centro de Informática) e a nova sede do Nupit - SG (Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica - Suely Galdino) – que estavam em andamento também estão entre as medidas reconstrutivas após o incêndio.

AGU oferece suporte jurídico

Em nota, a  AGU (Advocacia-Geral da União) informou que criou uma força-tarefa de Acompanhamento Jurídico e Gestão de Crise para prestar suporte jurídico prioritário à UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).  A força-tarefa acompanhará as apurações e fará a interlocução com os órgãos de persecução penal.

A medida foi estabelecida pela Portaria Normativa da Procuradoria Geral Federal (PGF/AGU nº 100) e foi publicada nesta sexta-feira (9) no DOU (Diário Oficial da União).

Segundo a AGU, entre os objetivos da força-tarefa estão a prestação de consultoria jurídica para a mitigação de danos, a recomposição da infraestrutura de pesquisa e a salvaguarda das atividades de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e, ainda, acompanhamento as apurações criminais para identificar os responsáveis pelo incêndio.

As causas do incidente ainda não foram identificadas mas, de acordo com a instituição, existem suspeitas sobre a origem das chamas. A AGU afirmou que esse foi o terceiro caso de incêndio registrado na universidade em um intervalo de oito dias e há relatos de ameaças feitas por estudantes.

A força-tarefa poderá requerer à Polícia Federal a instauração de inquérito policial, pedir diligências durante a investigação e, caso a ação penal seja ajuizada, atuar como assistente da acusação, nos termos do Código de Processo Penal.

A Ministra da Ciência, tecnologia e inovação Luciana Santos, aponta que são 40 milhões de reais para recuperar a infraestrutura de pesquisa, com foco nos equipamentos que haviam sido adquiridos pela Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Luciana também afirmou que os recursos já estão reservados no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e ressaltou a importância do NB3, laboratório que é de terceira geração de controle biológico de biossegurança.

*Sob supervisão de Manuella Dal Mas