Mãe é denunciada por homicídio qualificado e tortura da filha em Pernambuco

Ministério Público acusa Andrea Maria dos Santos da Silva de mandar matar Allany Rayanne Santos e Josemi José de Santana Filho de executar o crime, motivado por disputa por herança

Gabriela Bento, colaboração para a CNN Brasil, no Recife
O corpo de Allany Rayanne Santos, de 24 anos, foi encontrado no dia 17 de novembro na casa onde ela morava  • Reprodução/Redes sociais
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O MPPE (Ministério Público de Pernambuco) ofereceu denúncia contra Andrea Maria dos Santos da Silva, acusada de mandar matar a própria filha, Allany Rayanne Santos, de 24 anos, e contra Josemi José de Santana Filho, apontado como executor do crime, em Caruaru, no Agreste do estado.

Com a decisão, apresentada no dia 3 de dezembro de 2025, os dois passaram a responder por homicídio qualificado e tortura. De acordo com as investigações, o assassinato teria sido motivado por questões financeiras, relacionadas à herança recebida pela vítima de seu avô materno.

As informações foram repassadas à CNN Brasil pelo delegado Eric Costa Cândido na última sexta-feira (5) e confirmadas pelo MPPE nesta terça-feira (9).

O crime ocorreu em 17 de novembro, quando o corpo de Allany foi encontrado na casa onde ela morava, com as mãos amarradas e sinais de agressão física. A jovem havia recebido uma herança que incluía dinheiro e imóveis simples da família no litoral de Pernambuco.

Na manhã seguinte, a polícia localizou Josemi, que inicialmente negou participação, mas acabou confessando após ser confrontado com um vídeo que o registrava na cena do crime. Ele afirmou que mantinha um relacionamento com Andrea, que teria planejado o assassinato. Ela também foi presa em 18 de novembro.

“Ele [Josemi] prestou esclarecimento, confessou a prática do crime e imputou à mãe da vítima a autoria intelectual”, disse o delegado Eric Costa Cândido, responsável pela investigação.

PE: Mãe é presa suspeita de matar a própria filha por herança

Segundo o MPPE, no inicio de dezembro, os dois foram denunciados por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel e por impossibilitar a defesa da vítima, além do crime de tortura. A acusação aponta ainda que ambos participaram do planejamento e execução do crime.

O processo segue em andamento, e os acusados permanecem à disposição da Justiça enquanto o MPPE conduz a ação penal.

A reportagem tenta localizar o advogado dos acusados. O espaço segue aberto.