COP30

COP30: Conheça a Associação das Mulheres Extrativistas

Em entrevista à CNN, a presidente da AME conta como a associação alia conhecimento ancestral à ciência para produzir cosméticos naturais

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

Na ilha do Combú, em Belém, um grupo de mulheres transforma recursos naturais em fonte de renda sustentável. A AME (Associação das Mulheres Extrativistas) desenvolve produtos medicinais e cosméticos a partir da semente da andiroba, árvore nativa que pode ultrapassar 15 metros de altura.

O conhecimento ancestral das mulheres ribeirinhas, combinado com pesquisas científicas, resultou em uma linha de produtos que inclui sabonetes, óleos e repelentes naturais.

Em entrevista à CNN, Daniele Raiol, presidente da AME, destaca as propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes da andiroba, especialmente eficaz contra dores musculares e machucados.

A produção do óleo de andiroba segue um processo rigoroso que une tradição e técnica. "Após a colheita, as sementes da andiroba são lavadas e cozidas por 45 minutos. Em seguida, passam por um mês de fermentação em um espaço reservado, onde apenas mulheres da AME têm acesso, respeitando práticas ancestrais transmitidas através de gerações. Após um mês de fermentação o óleo é extraído", explica Daniele.

O trabalho da AME vai além da produção cosmética, contribuindo significativamente para a preservação da espécie na região. "A gente inspira pessoas a preservar a andiroba, que tem um benefício muito grande para nós", diz Daniele, ressaltando também como as mudanças climáticas têm afetado a produção de sementes.

A iniciativa representa um exemplo bem-sucedido de bioempreendedorismo na Amazônia, demonstrando como comunidades tradicionais podem desenvolver negócios sustentáveis preservando a floresta. O projeto, desenvolvido em parceria com a universidade local, evidencia o potencial da bioeconomia na região.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.