Morre anciã indígena Karajá que estampou nota de mil cruzeiros em 1990

Djidjuke Karajá fazia parte da aldeia Hãwalo, em Santa Isabel do Morro; causa da morte ainda não foi divulgada

Yasmin Silvestre, da CNN*, São Paulo
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Morreu a anciã Djidjuke Karajá, indígena Karajá da aldeia Hãwalo, em Santa Isabel do Morro, no sudoeste do Tocantins. Ao lado de Koixaru Karajá, ela ficou conhecida após estampar a edição limitada da nota de mil cruzeiros lançada em 1990 que homenageava os povos indígenas.

A anciã faleceu na última segunda-feira (11), mas a causa da morte ainda não foi divulgada.

Os orgãos Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e o DSEI ARA (Distrito Sanitário Especial Indígena Araguaia), que atuam em defesa dos povos originários, publicaram uma nota de pesar lamentando o falecimento de Djidjuke e reafirmando sua importância aos povos indígenas.

"Djidjuke tornou-se um símbolo de orgulho para seu povo e deixa como legado sua forte liderança no cuidado com o povo Karajá, atuando principalmente como guardiã dos saberes da medicina tradicional", diz o trecho da FUNAI em nota publicada.

"Que sua história, sabedoria e legado permaneçam vivos na memória de seu povo e inspirem as futuras gerações", concluiu a nota da DSEI publicada nas redes sociais.

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*Sob supervisão de AR.