O que fazer em caso de vendaval, como o provocado pelo ciclone?
Cidades de Santa Catarina registraram rajadas de vento acima dos 100 km/h na manhã desta quinta-feira (13)
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em alerta vermelho, na situação de "grande perigo", devido à passagem de um ciclone extratropical. O fenômeno meteorológico pode trazer transtornos à região até esta sexta-feira (14), segundo o Centro Nacional de Previsão de Desastres (Cenad).
A cidade de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, registrou rajadas de vento acima dos 120 km/h na manhã desta quinta-feira (13), de acordo com a Defesa Civil do estado. Em Urupema, na Serra Catarinense, os ventos passaram dos 100 km/h.
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Segundo o Inmet, está previsto para grande parte do Rio Grande do Sul e no litoral de Santa Catarina chuva superior a 60 milímetros por hora ou maior que 100 milímetros por dia, além de ventos superiores a 100 km/h, queda de granizo, risco de danos em edificações, entre outros transtornos.
Com base nas orientações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, veja como agir durante a passagem do ciclone extratropical pelo país.
O que fazer em caso de vendaval?
- Feche bem janelas e portas, evitando canalizações de ventos no interior de sua residência;
- Desligue os aparelhos elétricos e feche o registro da água e gás; se estiver em local seguro, permaneça até a diminuição dos ventos;
- Não estaciona veículos próximos a torres de transmissão e placas de segurança;
- Não se abrigue sob árvores ou estruturas metálicas.
Como minimizar os danos de um vendaval?
- Revise a estrutura de sua casa, principalmente seu telhado;
- Mantenha as árvores em sua casa sadias e bem podadas e longe da rede elétrica;
- Não deixe objetos e entulhos soltos no quintal;
- Informe a prefeitura sobre árvores não sadias identificadas no passeio público;
- Participe, junto com a sua comunidade, da elaboração de um plano de contingência com um sistema de alarme.
Como agir após o vendaval?
- Ajuda na limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas ou bueiros;
- Ajude vizinhos que foram atingidos;
- Evite o contato com cabos ou redes elétricas caídas, avise a Defesa Civil ou Bombeiros sobre estes perigos.
Ciclone deve ser mais intenso do que o de junho
A Defesa Civil Nacional informou que os ventos desse novo ciclone devem ser iguais ou até superiores aos que atingiram o Rio Grande do Sul em junho, quando diversas cidades registraram estragos.
As informações foram repassadas durante coletiva de imprensa promovida pelo Ministério da Integração Nacional na tarde de terça-feira (11).
“Os ventos serão tão fortes quanto aqueles [do ciclone anterior]. O que a gente tem de diferente é que neste teremos mais áreas atingidas. No anterior, tivemos a concentração na região metropolitana de Porto Alegre. Mas, neste aqui, a área é maior e as rajadas devem chegar a Santa Catarina e ao Paraná”, comentou a meteorologista Marcia Seabra, do Inmet.
O que é um ciclone extratropical?
Segundo a Climatempo, um ciclone extratropical é uma área de baixa pressão atmosférica onde os ventos giram ao redor de um centro, sempre no sentido horário, no caso do Hemisfério Sul, formando um círculo completo.
A empresa informa que, “quanto mais baixa a pressão do ar no centro do ciclone, mais fortes são os ventos e maior o potencial para o desenvolvimento de nuvens muito extensas, que provocam chuva volumosa e forte, ventania, raios e eventualmente granizo”.
(Com informações de Douglas Porto e Gabriel Ferneda)


