Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    ONU: Brasil teve 12 eventos climáticos extremos em 2023

    Relatório alerta para o aumento na mortalidade e quebra de safra em decorrência das mudanças climáticas

    Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
    Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 Miguel Noronha/Enquadrar/Estadão Conteúdo

    Gabriel Garciada CNN

    Brasilia

    O Brasil teve 12 eventos climáticos extremos em 2023, segundo relatório publicado nesta quarta-feira (8), pela Organização Meteorológica Mundial, agência especializada da ONU.

    Segundo a agência, nove das ocorrências foram consideradas “incomuns” e duas “sem precedentes”. Ondas de calor, de frio, chuvas torrenciais, enchentes e o ciclone no Vale do Taquari foram os eventos considerados extremos pela ONU.

    “2023 foi o ano mais quente já registrado na América Latina. As ondas de calor causaram impactos na saúde durante todo o ano, incluindo o aumento na mortalidade”, afirmou o relatório.

    Enchentes

    Na América Latina, foram registrados diversos episódios de enchentes em 2023. O relatório deu destaque para as chuvas intensas que aconteceram no Rio Grande do Sul, em setembro.

    “Num destes eventos, as chuvas torrenciais, provocadas por um ciclone extratropical, provocaram inundações e deslizamentos de terra. No total, 49 municípios do estado foram afetados por fortes chuvas e ventos”.

    “As inundações causaram pelo menos 48 vítimas mortais, 20 978 pessoas deslocadas e 4 904 desalojados”, disse a ONU.

    Danos à população e econômicos

    Ao todo, 11 milhões de pessoas foram afetadas diretamente e 909 morreram por eventos climáticos na América Latina em 2023. As enchentes foram responsáveis por 53% das mortes.

    O clima extremo na região gerou um impacto econômico de $23 bilhões em 2023. Chuvas torrenciais representam 66% dos danos.

    “No Brasil, tanto o excesso de chuva quanto a seca, ligados ao El Niño, atrasaram o plantio da soja. A produção de trigo no estado do Paraná caiu 889.000 toneladas métricas em relação ao potencial, e espera-se uma perda de 30% em sua safra”,concluiu o relatório.