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    Pai e filha depredam hospital, agridem médica e levam uma paciente à morte no Rio

    Ambos foram presos em flagrante por homicídio doloso. De acordo com a Secretaria de Saúde, o acusado tinha ferimentos leves e tinha sido orientado a esperar por atendimento

    Juliane AssisLetícia Cassianoda CNN

    Um homem e uma mulher, sua filha, com uma criança no colo, invadiram a área de emergência, agrediram uma médica e quebraram utensílios de um hospital público na zona norte do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo (16), depois de procurarem atendimento médico e não serem atendidos imediatamente.

    Pouco após o tumulto, uma paciente de 82 anos que estava em estado grave faleceu, em meio à confusão que invadiu a área onde ela estava e acabou desviando a atenção da equipe médica que acompanhava o seu estado.

    Pai e filha foram presos em flagrante por homicídio doloso com dolo eventual, de acordo com a Polícia Civil, e uma investigação sobre o caso foi aberta. O homem foi, ainda, autuado por lesão corporal.

    Homicídio doloso é aquele em que a pessoa causa intencionalmente a morte de outro.

    O dolo eventual é o que classifica as situações em que o objetivo original não era a morte, mas o acusado tinha consciência de que esta poderia ser uma das consequências de seu ato.

    O homem, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, tinha um corte no dedo da mão esquerda e não estava em estado grave. Ele alegava estar armando. Sua filha estava acompanhada, ainda, de uma criança de colo.

    O incidente ocorreu no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles (HMFST), no bairro do Irajá.

    Os dois chegaram por volta das 3h30 e foram orientados a esperar pelo atendimento.

    A paciente que morreu entrou em parada cardiorrespiratória às 4h e faleceu às 4h30, depois que a equipe tentou socorrê-la, sem sucesso, também de acordo com a secretaria.

    “Os dois já chegaram à unidade bastante alterados”, disse a Secretaria Municipal de Saúde em nota.

    “A equipe de saúde estava naquele momento atendendo outros pacientes com quadros mais graves e o homem foi informado de que deveria aguardar ou se dirigir a outra unidade. Diante da informação, ele — que dizia estar armado — e a filha começaram a depredar a sala de espera, quebrando vidros de portas e janelas.”

    Na sequência, o homem invadiu a Sala Vermelha, área para onde são encaminhados os pacientes do pronto atendimento com quadro mais grave.

    Lá, conta a secretaria, ele deu um soco na boca de uma médica que atendia outro paciente. A médica precisou tomar pontos após o ferimento.

    Era nesta sala que estava sob observação a mulher que morreu.

    De acordo com a Polícia Militar, que foi acionada pelos profissionais do hospital e se dirigiu ao local, os dois acusados foram detidos e levados para à 38ª DP, onde o caso foi registrado.

    Profissionais do HMFST também estiveram na unidade policial para prestar depoimento como testemunhas e vítima.

    Publicado por Juliana Elias