Pantanal ultrapassa a marca de 4 milhões de hectares queimados, diz estudo

Segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ, fogo consumiu 27% da área do bioma

Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo

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A área total queimada no Pantanal é de mais de 4.117.000 hectares. Os dados são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), divulgados em nota técnica emitida em 13 de outubro.

Segundo o monitoramento do LASA, as queimadas já consumiram 27% da área do Pantanal, que corre os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, entre janeiro e o dia 11 de outubro de 2020. A área corresponde a mais de 26,23% do total do bioma que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme dado de 2019, ocupa 15.692.200 hectares do Brasil.

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Desta região queimada, segundo o LASA, 2.215.000 hectares foram no Mato Grosso e 1.902.000, no Mato Grosso do Sul.

Em 2019, a área queimada neste período foi de 1.664.000 hectares. Dessa forma, os incêndios devastaram 147,4% mais em 2020 do que no ano passado.

Agente combate foco de incêndio no Pantanal
Agente combate foco de incêndio no Pantanal
Foto: Mayke Toscano/Secom MT (9.set.2020)

O levantamento do laboratório da UFRJ é feito com base no Sistema Alarmes (Alerta de Área queimada com Monitoramento Estimado por Satélite), protótipo desenvolvido com o Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa, para estimar em tempo quase real a área queimada.

“Estes resultados são ainda preliminares”, reforça a UFRJ, “mas já dão uma ideia de como o sensoriamento remoto pode contribuir para serviços de emergência e avaliações rápidas para tomada de decisão.”

A instituição também explica que o levantamento tem margem de erro de cerca de 20%. De com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 2020 é o pior ano de queimadas para o Pantanal, com o maior número de focos de incêndio detectados desde 1998.

Neste ano, o bioma já acumula 20.550 pontos de calor registrados pelos satélites do instituto. Apenas em outubro, com dados até o dia 13, são 2.291. Até então, a maior quantidade de focos registrada em um ano foi em 2005, com 12.536. O total registrado em 2020 é 63,92% maior.

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