Pessoas que adquirem deficiências precisam de reabilitação, diz diretora da AACD

À CNN Rádio, Daniella Neves afirmou que reinserção de quem adquire algum tipo de deficiência ao longo da vida depende de vários fatores

Amanda Garcia, da CNN, Letícia Vidica
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A diretora médica da AACD Daniella Neves acredita que a discussão sobre pessoas que adquirem algum tipo de deficiência ao longo da vida é “um tema importante.”

“A gente fala mais das congênitas, de quem nasce com más-formações, mas a aquisição ao longo da vida é importante”, disse, à CNN Rádio, no No Plural.

Ela lembra que esse tipo de paciente “não tinha essa visão da deficiência, e geralmente após situações abruptas, fica muito perdido, sem orientação.”

Há três grupos, segundo Daniella, que compõem essa parcela da população.

O primeiro é fruto de Trauma Crânio-Encefálico (TCE) e sequelas de AVC, que acabam com dificuldade de mobilidade e problemas neurológicos; os amputados, que têm como causa acidentes, como automobilísticos; e os provenientes de lesão medular, que pode ser causada por doenças ou mesmo lesões por arma de fogo, por exemplo.

“A principal ferramenta é a reabilitação, que é poderosa para a inclusão na sociedade, no trabalho, vida social, lazer”, afirmou.

A AACD atua neste campo há mais de 72 anos, com protocolos individualizados.

“Cada paciente tem uma atividade, mora em determinado lugar, com determinada família. A reinserção se dá pela reabilitação.”

Segundo a especialista, o tratamento é multidisciplinar: “A questão da mobilidade é importante, mas não é a única, temos terapias, psicologia, vários aspectos”.

*Com produção de Isabel Campos