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    PF afirma que obra de arte apreendida no Brasil não pertence a museu da Líbia

    Peça de mármore adquirida pela internet teria sido esculpida no período de 400 a.C

    Polícia Federal

    Vianey Bentesda CNN em Brasília

    A Polícia Federal informou nesta segunda-feira (6) que concluiu a perícia em uma obra de arte apreendida em julho, e que teria sido roubada de um museu na Líbia.

    Dois peritos da PF enviados de Brasília e Curitiba trabalharam com a peça em Porto Alegre (RS), onde realizaram exame iconográfico, que consiste em análise técnica comparativa das imagens enviadas pela Líbia e Interpol como a obra apreendida, onde foram analisadas os detalhes, dimensões e outras características e peculiaridades, e concluiu que não se trata da peça roubada do museu da Líbia.

    Os peritos colheram ainda, microvestígios da peça apreendida para realizar exames de isótopos, que serão feitos no Laboratório da Polícia Federal em Brasília, e isso permitirá identificar aspectos geológicos, como a origem geográfica da matéria-prima, e mais informações que vão ser inseridas no banco da dados da PF sobre a obra de arte. Só após a expedição do laudo, é que o inquérito policial será concluído e a peça restituída a seu dono.

    A solicitação para busca da obra partiu da Interpol em Trípoli, na Líbia, para o Escritório Central Nacional da Interpol no Brasil. E segundo a Secretaria Geral da Interpol, a escultura consta na base de dados da organização de obras furtadas ou roubadas. É uma peça em mármore de uma cabeça humana, e representa Esculápio (Head of Asclepius), deus da cura, do período de 400 a.C