PF faz operação para prender envolvidos em homicídios em terras indígenas

Policiais também apuram outros delitos praticados, como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e incêndio criminoso

Vianey Bentes, da CNN, em Brasília
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A Polícia Federal deflagrou operação, nesta quinta-feira (9), na Terra Indígena da Serrinha, no município de Ronda Alta, no Rio Grande do Sul.

O objetivo da ação é prender preventivamente nove pessoas acusadas pelas morte de dois indígenas ocorrido em outubro passado, e cumprir 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Passo Fundo/RS.

A PF apura ainda outros delitos praticados, como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e incêndio criminoso.

Segundo as investigações, um grupo de cerca de 20 indígenas, que foram expulsos da comunidade, se reuniram para protestar contra a liderança de Serrinha.

Eles teriam sido cercados e surpreendidos por homens armados que apoiavam os caciques, e que atiraram contra os manifestantes atingindo mortalmente dois indígenas.

O restante conseguiu fugir, apesar de terem sido perseguidos.

Logo em seguida, os atiradores depredaram um local chamado de Recanto do Inácio, onde os opositores se reuniam, e atearam fogo em quatro carros das vítimas.

A PF está usando 300 policiais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, do 3º Batalhão de Polícia de Choque, do Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Planalto e do Comando Rodoviário da Brigada Militar, e do Corpo de Bombeiros Militar inclusive com paramédicos e de combate a incêndio caso seja necessário, e peritos de Brasília.

A Terra Indígena Serrinha tem uma população estimada de 3,5 mil índios, e possui histórico de vários confrontos violentos registrados nos últimos anos, e em 2017 um cacique foi emboscado e assassinado.

O nome da operação é Kãgtén, que na língua Kaingang significa "matar" ou "fazer matança".