PF procura na Europa empresário envolvido em pagamento de propina para delegados

Ação desarticulou uma organização criminosa que atuava na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro

Thayana Araujo e Lucas Janone , da CNN no Rio de Janeiro

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A Polícia Federal poderá adotar Medidas de Cooperação Jurídica Internacional afim de localizar o empresário que foi alvo de mandado de prisão nesta quinta-feira (15) durante a segunda fase da operação Tergiversação. 

A ação dos policiais federais fluminenses desarticulou uma organização criminosa que atuava na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro. 

Os investigadores apontam que o empresário, dono de uma famosa rede de empresas do ramo de medicamentos e produtos hospitalares, está em Portugal e a hipótese de incluir o nome dele na difusão vermelha da Interpol não está descartada. 

Caso o alvo não tenha a cidadania portuguesa, ele poderá ser extraditado. Comprovada a dupla nacionalidade, pode responder pelos crimes em Portugal.  

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A segunda fase da investigação tinha o objetivo de prender empresários que participaram do esquema de pagamento de propina para delegados e escrivão em troca de proteção nas investigações realizadas nas Operações Titanium (fraudes envolvendo o Plano de Saúde dos Correios) e Viupostalis (fraudes envolvendo o Postalis). 

A ação, desta quinta-feira (15), prendeu um delegado da polícia federal, apreendeu também 7 veículos de luxo apreendidos; jóias, nove obras de arte (quadros e escultura); US$ 43.904; € 22.445; R$ 53.330,00 (reais); diversos celulares, notebooks, pen drives, HDs e documentos.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta um pagamento de propina de cerca de R$ 4,3 milhões a mais de 11 empresários, segundo as investigações. A primeira fase da operação Tergiversação, deflagrada em maio de 2019, prendeu um delegado da ativa, um escrivão da PF e um advogado.

A força-tarefa da polícia federal apurou à época que o esquema criminoso excluía, mediante propina, os nomes de empresários e de suas companhias das investigações em curso em um núcleo da Polícia Federal.

Um mês depois da operação, o MPF ofereceu denúncia contra seis pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva.

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