PGR cobra mais segurança na região onde Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos

Ofícios foram enviados ao governador Wilson Lima (União Brasil) e aos ministros Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Oliveira (Defesa)

Região onde Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos
Região onde Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real

Da CNN

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou nesta terça-feira (21) uma notificação para que o governo federal e o Estado do Amazonas ampliem a segurança da população indígena, de servidores públicos e de demais moradores no Vale do Javari, região onde o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips foram assassinados.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o pedido é para que “cada autoridade –considerando a força policial que comanda– aumente a quantidade de agentes destinada à região”. “No caso da Polícia Federal, foi apresentada solicitação especial no sentido de que seja priorizada a lotação, no estado do Amazonas, de agentes e delegados recém-aprovados em concurso público e que, neste momento, passam por curso de formação.”

Os ofícios foram enviados ao governador Wilson Lima (União Brasil) e aos ministros Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Oliveira (Defesa).

Houve ainda um pedido para que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, melhore os serviços de internet e telecomunicações na região. O sinal de celular é precário na área.

“A precariedade desses serviços, atualmente, essenciais, afetam o controle da área, as investigações e a agilidade na comunicação, inclusive de suspeitas que podem evitar novos crimes”, argumentou o MPF.

Aras também pediu uma reunião com o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier da Silva, ainda nesta semana. O objetivo do encontro é discutir denúncias de desmonte e omissão da entidade.

“Segundo os relatos, além da falta de pessoal, os agentes lotados na base do órgão não dispõem de equipamentos de proteção e nem recebem o apoio das apoio das forças de segurança”, afirma o MPF.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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