PM usará inteligência para manter manifestações pacíficas, diz secretário
Secretário assegurou que a PM não tem lado e é composta por profissionais de honra
O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, o general da reserva João Camilo Pires de Campos, avaliou à CNN, nesta segunda-feira (8), a atuação da Polícia Militar nas manifestações ocorridas no domingo (7).
"No geral, a secretaria de Segurança Pública entende que o planejamento foi muito bem feito e a aplicação da tropa no terreno foi muito bem colocada", elogiou ele. "Conseguimos, por intermédio de revistas, retirar itens que certamente poderiam causar muito dano e a manifestação seguiu com uma grande normalidade. [Teve] um problema no final, mas que foi resolvido", completou.
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Campos ainda afirmou que a secretaria de Segurança Pública irá "usar a inteligência como fator operacional" para identificar indivíduos e subgrupos com pautas diferentes em meio aos manifestantes pacíficos.
"A secretaria tem dois dispositivos de inteligência muito bons - um em cada polícia - e ainda tem em seu Centro de Operações Integradas (COI) um centro de inteligência integrada", explicou, acrescentando que o objetivo será "identificar os grupos [pacíficos ou não], seus anseios e propostas".
Por fim, o secretário assegurou que "a PM não tem lado". "Ela é composta por profissionais de honra que exercem sua atividade com intuito absolutamente voltado à atividade-fim", garantiu. "São infundadas quaisquer colocações de há politização ou lados", encerrou.
Polícia Militar
Mais cedo, o secretário-executivo da Polícia Militar (PM) de São Paulo, Álvaro Batista Camilo, avaliou que os policiais agiram contra "vândalos" (como classificou), que "quiseram estragar a festa da democracia" no final do dia de manifestações pacíficas.
"Foi um dia inteiro muito bom e pacífico. A polícia garantiu que todos se manifestassem, mas, infelizmente, no finalzinho, alguns vândalos quiseram estragar a festa da democracia, que é a manifestação pública", afirmou.