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    Polícia apreende arma que teria sido usada por “sniper do tráfico” para matar soldado da Rota em Guarujá

    Mais cedo, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) atualizou para 13 o número de mortos na operação policial iniciada no litoral paulista após a morte do PM

    Polícia apreendeu arma que teria sido supostamente utilizada na morte do soldado da Rota Patrick Bastos Reis, de 30 anos, na quinta-feira (27).
    Polícia apreendeu arma que teria sido supostamente utilizada na morte do soldado da Rota Patrick Bastos Reis, de 30 anos, na quinta-feira (27). Taba Benedicto/Estadão Conteúdo

    Lucas Schroederda CNN*

    em São Paulo

    A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, nesta terça-feira (1º), uma pistola 9 mm que teria sido supostamente utilizada na morte do soldado das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) Patrick Bastos Reis, de 30 anos, durante patrulhamento em Guarujá, no litoral paulista, na quinta-feira (27).

    Mais cedo, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) atualizou para 13 o número de mortos na operação policial iniciada no litoral após a morte do PM.

    VÍDEO – Tarcísio sanciona aumento a policiais civis e militares

    “A Operação Escudo para repressão ao tráfico de drogas e ao crime organizado segue em curso na Baixada Santista. 32 suspeitos já foram presos e 20,3 quilos de drogas e 11 armas apreendidas. Treze suspeitos morreram ao entrarem em confronto com as forças de segurança desde o início da operação”, afirmou a SSP em nota.

    “Por determinação da SSP, todos os casos são investigados pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Santos e pela Polícia Militar por meio de Inquérito Policial Militar (IPM). As imagens das câmeras corporais serão anexadas aos inquéritos em curso e estão disponíveis para consulta irrestrita pelo Ministério Público, Poder Judiciário e a Corregedoria da PM”, completou o comunicado.

    O que se sabe sobre o caso

    • Patrick Bastos Reis, de 30 anos, morreu na quinta-feira (27) durante uma operação na Baixada Santista, após ser atingido por um tiro à longa distância;
    • De acordo com a inteligência da polícia, o disparo que matou o soldado Reis foi feito a uma distância entre 50 e 70 metros, do alto de uma comunidade em Guarujá, na Baixada Santista. Os policiais foram atacados quando patrulhavam o bairro Vila Zilda;
    • A morte desencadeou uma grande operação policial no litoral nos últimos dias, depois de a morte do PM da Rota ter causado comoção entre os policiais. Participaram da ação 600 agentes de equipes especializadas das polícias Civil e Militar paulista;
    • No domingo (30), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nas redes sociais que o autor do disparo que matou Reis havia sido capturado na zona sul da capital paulista;
    • Em coletiva na segunda-feira (31), Tarcísio disse que a Operação Escudo deixou ao menos oito mortos. O número é questionado pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo, que aponta 10 mortos na ação.

    VÍDEO – Seria possível reduzir a letalidade durante operação em Guarujá?

    Tarcísio nega excesso da polícia

    • Ainda durante a coletiva, Tarcísio negou que tenha havido excessos na operação. “Não houve excesso. Houve uma atuação profissional, que resultou em prisões. E nós vamos continuar com a operação”, disse o governador;
    • Segundo o secretário da Segurança Pública estadual, Guilherme Derrite, o número de mortos informado pela Ouvidoria “não procede”;
    • Tarcísio também acrescentou que houve 10 prisões na operação: “Aqueles que resolveram se entregar à polícia foram presos, foram apresentados à Justiça.”

    Ouvidoria vai pedir imagens das câmeras dos PMs

    • Em entrevista à CNN, o ouvidor das polícias de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, disse que moradores da Baixada Santista denunciaram uma abordagem violenta por parte dos policiais que atuaram na operação em Guarujá;
    • Além disso, o ouvidor declarou que irá pedir as imagens das câmeras utilizadas pelos policiais. “Tem violações físicas, psicológicas, invasões de residência sem mandado judicial, policiais encapuzados invadindo residências e uma série de outros aspectos”, acrescentou.

    *(Com informações de Léo Lopes, Leandro Resende e Renan Fiuza)