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    Guarujá: Número de mortos em ação policial no litoral de SP chega a 14

    Operação Escudo foi iniciada pela PM de São Paulo após a morte do PM Patrick Bastos Reis, da Rota

    Da CNN

    Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (1º), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que subiu para 14 o número de mortes em decorrência de uma operação militar iniciada no último fim de semana no litoral paulista após a morte de um policial militar membro das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota).

    “São 14 mortos. Nós tivemos dois óbitos em confronto, fruto do enfrentamento que houve de manhã, com pessoas que atiraram contra a guarnição da polícia. Essas pessoas foram perseguidas. Houve confronto e tiveram dois óbitos em Santos”, afirmou o governador.

    No início da tarde, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que 32 suspeitos já haviam sido presos. A pasta também anunciou a apreensão de 20,3 quilos de drogas e de 11 armas de fogo.

    VÍDEO – Seria possível reduzir a letalidade durante operação?

    “Por determinação da SSP, todos os casos são investigados pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Santos e pela Polícia Militar por meio de Inquérito Policial Militar (IPM). As imagens das câmeras corporais serão anexadas aos inquéritos em curso e estão disponíveis para consulta irrestrita pelo Ministério Público, Poder Judiciário e a Corregedoria da PM”, completou o comunicado.

    A chamada Operação Escudo foi iniciada pela PM de São Paulo após a morte do soldado Patrick Bastos Reis, de 30 anos, da Rota.

    A SSP informou, também nesta terça, que foi apreendida uma pistola 9mm na rua das Seringueiras, no Guarujá.

    “A autoridade policial foi informada, após uma denúncia anônima, de que a arma teria sido a mesma utilizada na morte de um soldado da Rota, ocorrida na última sexta-feira (28). O objeto foi encaminhado para perícia. Um homem, visto dispensando o objeto, foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. As investigações prosseguem”, disse a secretaria.

    VÍDEO – Ouvidoria vai pedir imagens das câmeras dos PMs

    No domingo (30), Tarcísio afirmou nas redes sociais que o autor do disparo que matou o PM, conhecido como “sniper do tráfico”, havia sido capturado na zona sul da capital paulista. “A justiça será feita. Nenhum ataque aos nossos policiais ficará impune”, escreveu o governador.

    Quando o número oficial do governo de São Paulo sobre a operação era de oito mortes, Tarcísio negou qualquer tipo de hostilidade ou excesso da polícia. “Houve uma atuação profissional, que resultou em prisões. E nós vamos continuar com a operação”, afirmou.

    “A polícia quer evitar o confronto de toda forma, mas, a partir do momento que ela é hostilizada, infelizmente há um confronto. (…) A polícia reage e ela vai reagir para repelir a ameaça”, declarou Tarcísio.

    O que se sabe sobre o caso

    • Patrick Bastos Reis, de 30 anos, morreu na quinta-feira (27) durante uma operação na Baixada Santista, após ser atingido por um tiro à longa distância;
    • De acordo com a inteligência da polícia, o disparo que matou o soldado Reis foi feito a uma distância entre 50 e 70 metros, do alto de uma comunidade em Guarujá, na Baixada Santista. Os policiais foram atacados quando patrulhavam o bairro Vila Zilda;
    • A morte desencadeou uma grande operação policial no litoral nos últimos dias, depois de a morte do PM da Rota ter causado comoção entre os policiais. Participaram da ação 600 agentes de equipes especializadas das polícias Civil e Militar paulista;
    • No domingo (30), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nas redes sociais que o autor do disparo que matou Reis havia sido capturado na zona sul da capital paulista;

    Tarcísio nega excesso da polícia

    • Durante a coletiva na segunda-feira (31), Tarcísio negou que tenha havido excessos na operação. “Não houve excesso. Houve uma atuação profissional, que resultou em prisões. E nós vamos continuar com a operação”, disse o governador;
    • Tarcísio também acrescentou que houve 10 prisões na operação: “Aqueles que resolveram se entregar à polícia foram presos, foram apresentados à Justiça.”

    Ouvidoria vai pedir imagens das câmeras dos PMs

    • Em entrevista à CNN, o ouvidor das polícias de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, disse que moradores da Baixada Santista denunciaram uma abordagem violenta por parte dos policiais que atuaram na operação em Guarujá;
    • Além disso, o ouvidor declarou que irá pedir as imagens das câmeras utilizadas pelos policiais. “Tem violações físicas, psicológicas, invasões de residência sem mandado judicial, policiais encapuzados invadindo residências e uma série de outros aspectos”, acrescentou.

    Publicado por Léo Lopes, com informações de Leandro Resende e Renan Fiuza