Polícia Civil fecha fábrica de azeite falsificado no RJ

Proprietário e o químico responsável pelo local foram presos; óleo de cozinha era misturado ao produto, vendido como extra virgem

Isabelle Saleme, da CNN, Em São Paulo
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Uma fábrica clandestina de azeite de oliva foi interditada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (7) no município de Saquarema, na região dos Lagos do Rio de Janeiro. O proprietário e o químico responsável pelo local foram presos por crime contra as relação de consumo.

Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), numa ação conjunta com o Ministério da Agricultura e Pecuária foi identificado que a empresa importava azeite de oliva regularmente, mas adulterava o produto, adicionando outros tipos de óleo, como o de cozinha, a fim de multiplicar a quantidade de material.

Com o azeite adulterado na fábrica clandestina, era feito um novo envase e rotulagem. O material, então, era distribuído para estabelecimentos varejistas do Rio de Janeiro e de outros estados, como se fosse azeite extra virgem importado.

Durante a operação, batizada de Getsêmani, foram apreendidos milhares de litros de azeite extra virgem, óleo de soja, garrafas, tampas, rótulos falsos, tonéis, equipamentos industriais para a realização da fraude e demais materiais utilizados para envasamento.

O material apreendido será encaminhado para perícia antes de ser destruído.

Além de enganar os consumidores com a comercialização de óleo como se fosse azeite extra virgem de marcas famosas espanholas e portuguesas, foi verificado pelos pelos policiais que esses produtos eram envasados em condições precárias de higiene, totalmente em desacordo com as normas sanitárias vigentes.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a operação foi realizada antes da Semana Santa com o objetivo de impedir que grandes quantidades desses produtos irregulares fossem destinados ao consumo e colocassem em risco a saúde da população.