Polícia Civil prende nove pessoas por tráfico de drogas dentro de presídio do RJ

Entre os detidos, estão quatro funcionários de uma empresa que presta serviços alimentícios para o presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos (RJ)

Imagens da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante operação
Imagens da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante operação Crédito: Polícia Civil

Bruna CarvalhoCleber Rodriguesda CNN

no Rio de Janeiro

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Nove pessoas foram presas na tarde desta quinta-feira (23), em Campos, no Norte do estado do Rio de Janeiro, acusadas de tráfico de drogas no interior do presídio Carlos Tinoco da Fonseca.

Entre os presos, estão quatro funcionários de uma empresa de alimentos, que presta serviço para a unidade penitenciária. Os outro cinco são detentos, que vão responder por um novo processo, agora por tráfico de drogas e associação ao tráfico, assim como os profissionais detidos na empresa.

Na ação, coordenada pelos delegados Pedro Emílio Braga e Madeleine Farias, da 146° Delegacia de Polícia (DP), foram cumpridos quatro mandados de prisão na sede da empresa ComRio e outros cinco mandados no presídio Carlos Tinoco da Fonseca.

Em buscas em cinco celas da unidade, também foi encontrado um farto material de droga, já embalado, que, segundo as investigações, seria vendido para outros detentos.

Foram cumpridos, ainda, cinco mandados de busca e apreensão.

As investigações começaram a partir de uma apreensão de doze tabletes de maconha na tarde de sábado (11) dentro de bombonas de suco da empresa ComRio, no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos dos Goytacazes, no Norte Flumiense.

A empresa, responsável pelo fornecimento das bebidas à Secretaria de Administração Penitenciária, foi quem informou à Polícia Civil sobre os entorpecentes. De acordo com Polícia, a empresa tem colaborado com as investigações e apura a conduta dos funcionários envolvidos.

De acordo com o delegado Pedro Emílio Braga, titular da 146° DP, durante as investigações a Polícia Civil analisou mais de 9 horas de imagens dos circuitos internos da empresa e do presídio e, a partir do material comprobatório dos crimes, pediu as prisões ao judiciário fluminense.

“A partir da apreensão das bombonas, passamos a monitorar a ação dos investigados e recorremos aos arquivos de mídia para comprovar a participação dos mesmos. Importante salientar que não há indícios do envolvimento de agentes penais e que a empresa tem colaborado com as investigações”, afirma o delegado.

Em nota enviada à CNN, a ComRio diz que, ao notar as “atividades suspeitas”, a empresa “prontamente e proativamente acionou a policia civil”, e tem colaborado com as investigações.

Leia a nota da ComRio na íntegra:

Esclarecemos que no dia 11/12, ao identificar atividades suspeitas, nossa empresa prontamente e proativamente acionou a policia civil e, como publicamente reconhecido pelo delegado responsável, temos acompanhado e colaborado de maneira total e irrestrita com as investigações em andamento.

Acreditamos que informações mais detalhadas devem ser obtidas diretamente junto à polícia civil de forma a não prejudicar as operações em curso.

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