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    Polícia do RJ pede interdição de empresa apontada como autora de descarte irregular no rio Gandu

    Força tarefa concluiu investigação que identificou a indústria responsabilizada pela paralisação da distribuição de água

    Espuma estranha paralisou abastecimento no Sistema Guandu, no Rio
    Espuma estranha paralisou abastecimento no Sistema Guandu, no Rio Cedae

    Maria Clara Alcântarada CNN

    A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) do Rio de Janeiro vai pedir a interdição das atividades produtivas da empresa Burn Indústria e Comércio Ltda, situada em Queimados (RJ), pela prática do crime de poluição hídrica.

    A decisão veio após a força tarefa composta pelo Governo do Estado, Polícia Civil, Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), identificar a indústria como autora do despejo de produtor detergente que causou espuma no rio Gandu e afetou a distribuição de água para 11 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

    As autoridades encontraram, dentro da galeria de águas pluviais da empresa, uma vazão incomum, com vestígio do mesmo material que provocou a contaminação do rio e consequentemente a paralisação da produção e distribuição de água por 13 horas.

    A Polícia Civil solicitará judicialmente o impedimento das atividades produtivas da empresa, pois já foi declarada uma interdição de natureza administrativa.

    Em nota, a Burn esclarece que não há nenhuma relação entre a sua fábrica de Queimados, na Baixada Fluminense, e a presença de material químico na bacia do rio Guandu, mesmo com as evidências apresentadas pela força tarefa.

    Segundo o presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Philipe Campelo, a indústria será responsabilizada por crime ambiental.

    Em declaração feito no X, antigo twitter, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro afirmou que já entrou com pedido de interdição da empresa na justiça e que sua administração não deixará impune um crime ambiental que impactou a vida de tantas pessoas.

    A CEDAE declarou que a produção de água foi interrompida por 13 horas, a partir das 5h30 da segunda-feira (28), meia hora após os primeiros indícios de contaminação serem percebidos. A retomada de 100% da produção ocorreu apenas às 4h17 da terça-feira (29).

    Veja também: Torneiras de Montevidéu recebem água salgada

    *Sob supervisão de Bruno Laforé