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    Polícia estoura sítio da milícia com armas, armadilhas e porcos que podem ter comido cadáveres no RJ

    Dois homens foram presos, nesta quinta-feira (18), no bairro Rio Seco, em Rio Bonito

    Dois homens foram presos, nesta quinta-feira (18), em um sítio do bairro Rio Seco, em Rio Bonito, na Região Metropolitana. Agentes da 119ª DP (Rio Bonito) realizaram uma operação para desmantelar o grupo miliciano que é investigado por dois assassinatos na região. No local, havia uma criação de porcos. Segundo as investigações, os animais podem ter consumido os cadáveres, já que apresentavam peso visível para o abate, mas eram mantidos no sítio.

    A ação teve ainda o apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia (DGPI) e de cães farejadores do Grupamento de Bombeiro Militar de Magé.

    Segundo o delegado responsável pelo caso, Renato José Mascarenhas Perez, os policiais encontraram armadilhas espalhadas no sítio, como fios esticados e rojões apontados para a entrada do local. Os agentes flagraram ainda o segurança do sítio com uma granada e uma pistola, além de estar com diversas vestimentas camufladas, típicas das utilizadas pelas milícias.

    Em outra casa do sítio, o caseiro foi flagrado com uma pistola que também estava carregada. Em outros cômodos, ainda foram apreendidos uma carabina calibre .12 com tripé, luneta e lanternas acoplados, uma metralhadora calibre 9mm com silenciador, munições de diversos calibres, além de coletes balísticos e materiais operacionais.

    Também foram apreendidos duas réplicas de arma de fogo, dois carregadores conhecidos colo “lata de goiabada” – que comporta um número maior de munições – e dois dispositivos vulgarmente nominados “kit rajada”, próprio para fazer pistolas dispararem mais tiros por segundo.

    O dono do sítio foi identificado como José Jailson Almeida de Souza, conhecido como Jajá. O homem é apontado como um miliciano de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Contra ele já há um mandado de prisão pendente. O delegado Renato José Mascarenhas Perez afirmou que representará por outra prisão em função do material bélico encontrado no sítio.

    A operação foi nomeada de “Nella Tana”, que significa “Dentro da Toca”, em italiano, já que o sítio em ficava em zona rural.

    De acordo com a Polícia, outras diligências estão sendo feitas para identificar outros membros da organização paramilitar.