Polícia fecha clínica de recuperação clandestina que mantinha internos presos em celas

Segundo as investigações, dependentes químicos eram levados à força para internação e viviam em situação precária em Goiás

Marina Demori e Carolina Figueiredo, da CNN, em Goiânia e São Paulo
Compartilhar matéria

A Polícia Civil de Goiás fechou, na última quarta-feira (15), uma comunidade terapêutica ilegal, no município de Goianápolis. O local mantinha 49 internos em situação de cárcere privado, três pessoas foram presas.

Segundo o delegado Rodrigo Arana, responsável pelas investigações, dependentes químicos eram retirados das ruas ou da casa de familiares de forma compulsória, e eram internados involuntariamente, o que caracteriza o crime de sequestro.

O espaço onde funcionava a comunidade era divido por alas. Segundo Arana, uma das alas, onde ficavam os recém-chegados, tinha grades nas janelas, para evitar fugas, e os internos eram impedidos de sair do cômodo na maior parte do tempo.

As investigações começaram depois que funcionários da Secretaria de Saúde do município foram até o local fazer uma fiscalização e constataram a falta de alvarás sanitários e diversas irregularidades, dentre elas, o uso de medicamentos vencidos há mais de um ano, ou de uso proibido.

De acordo com o delegado, o dono do estabelecimento foi autuado em flagrante por exercício ilegal da profissão, cárcere privado e adulteração ou corrupção de produtos medicinais. Os outros dois presos que seriam ajudantes dele, foram autuados por sequestro e cárcere privado.

Os presos foram levados à Unidade Prisional de Goianápolis, onde aguardam julgamento.