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    PF faz operação no Amazonas contra garimpo ilegal; prefeito de Jutaí é um dos alvos

    Objetivo da Polícia Federal é desarticular organização criminosa voltada à prática de garimpo ilegal e outros crimes como corrupção ativa e passiva e crimes ambientais

    Carolina Queirozda CNN

    em Manaus

    A Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas cumpriu nesta quarta-feira (20), em Jutaí, no Amazonas, dez mandados de busca e apreensão e dez de medidas cautelares, dentre elas as de afastamento do cargo ou funções públicas e acesso à prefeitura do município, além da cassação de autorizações de garimpos de minério ilegal.

    Conforme as investigações da PF, o prefeito de Jutaí, Pedro Macario Barbosa, está entre os alvos e deve ser afastado do cargo. Ele é suspeito de cobrar propina de garimpeiros. A CNN procurou a administração municipal, mas até o momento não houve manifestação.

    De acordo com as informações repassadas pela Polícia Federal, o objetivo da Operação UIARA III foi desarticular organização criminosa voltada à prática de garimpo ilegal e outros crimes como corrupção ativa e passiva e crimes ambientais. As penas, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

    Em novembro do ano passado, a Polícia Federal realizou a primeira fase desta operação na região dos municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte quando foram destruídas 131 balsas. Na ocasião três foram pessoas presas com 150 gramas de ouro extraído ilegalmente da calha do Rio Madeira.

    Já a segunda etapa aconteceu em Borba e 34 balsas utilizadas no garimpo ilegal foram destruídas.

    No início do mês, a organização não governamental Greenpeace confirmou que após oito meses, as balsas de garimpo ilegal voltaram a ocupar trechos do Rio Madeira, no município de Autazes (AM).

    À CNN, o Ministério Público Federal disse que diante de novas denúncias apresentadas a respeito de prática de garimpo ilegal no Rio Madeira, determinou a instauração de procedimento para apuração do caso.

    A Polícia Federal no Amazonas esclareceu que atualmente toda a atividade de lavra de minério na região é ilegal e que as ações de combate a atividade criminosa continuarão a ser realizadas, sendo inclusive estendidas no decorrer do ano a outras regiões no Estado do Amazonas.