Polícia identifica corpo de técnica de enfermagem vítima do desastre de Brumadinho

Ela tinha 37 anos na época do acidente, e teve seu corpo localizado em 5 de agosto

Polícia Civil de Minas Gerais identifica corpo de técnica de enfermagem do trabalho, de 37 anos, vítima do desastre de Brumadinho
Polícia Civil de Minas Gerais identifica corpo de técnica de enfermagem do trabalho, de 37 anos, vítima do desastre de Brumadinho Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou, nesta quarta-feira (6), mais uma vítima do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, que aconteceu em janeiro de 2019. O corpo era de uma mulher, técnica de enfermagem do trabalho, que tinha 37 anos na época do acidente. Ela foi localizada em 5 de agosto e passou por exame de DNA.

De acordo com o médico-legista Ricardo Moreira Araújo, do Instituto Médico Legal Dr. André Roquette (IMLar), a identificação passou por três fases principais: perícia no local do encontro, análises no IML, para estimativa da idade, sexo e ancestralidade da vítima, e exames de DNA, conduzidos pela equipe do Instituto de Criminalística da PCMG (IC).

“Diariamente, desde o encontro do material para análise, médicos-legistas e peritos criminais atuaram sistematicamente no caso para, enfim, dar uma resposta à família, que foi a primeira a ser comunicada sobre a identificação”, disse o médico-legista.

Até o momento, 262 pessoas vítimas do acidente já foram identificadas e oito ainda não foram encontradas.

Corpo encontrado no sábado (2)

O corpo encontrado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), no último sábado (2), já se encontra no IML. Segundo Ricardo Moreira Araújo, a estrutura é “rica em elementos para análise” e já estão sendo realizados os métodos para identificação.

“Construímos um banco de informações dos desaparecidos, a partir de entrevistas com familiares, exames em clínicas e outras bases de dados, o qual atualizamos constantemente, que nos permite restringir o universo de desaparecidos e tornar mais eficiente as novas identificações, com segurança”, declarou.

 

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