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    Polícia prende mãe suspeita de prostituir filhas adolescentes no AM

    As meninas de 14 e 15 anos eram submetidas a diversos abusos sexuais, agressões físicas e psicológicas

    Polícia Civil prendeu, na quinta-feira (20) uma mulher, por explorar sexualmente as filhas adolescentes
    Polícia Civil prendeu, na quinta-feira (20) uma mulher, por explorar sexualmente as filhas adolescentes Divulgação / PC-AM

    Carol Queirozda CNN Manaus

    Policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) prenderam, na quinta-feira (20), uma mulher de 38 anos por explorar sexualmente as filhas adolescentes, de 14 e 15 anos. As investigações revelaram que a mãe submetia as filhas à prostituição desde os 12 anos, sob constante ameaça e agressão física quando se recusavam.

    Conforme a delegada Juliana Tuma, titular da Depca, a ação criminosa veio à tona nos dias 12 e 13 de junho, após denúncias das vítimas juntamente com a tia paterna. Diante da gravidade do caso, a equipe policial agiu rapidamente, reunindo provas e capturando a suspeita.

    “As vítimas relataram que desde os 12 anos eram prostituídas e agenciadas pela própria mãe. Elas eram submetidas a diversos abusos sexuais, inclusive sem o uso de preservativos, e quando resistiam, eram agredidas física e psicologicamente. Uma das vítimas relatou que chegou a ser agredida um dia inteiro pela autora”, detalhou a delegada.

    Segundo a autoridade policial, todo dinheiro oriundo da prostituição era entregue para a mulher, que é dependente química e usava para comprar drogas. No decorrer das investigações, a equipe policial descobriu que a autora tinha outras duas filhas, de 7 e 8 anos.

    “A mulher estava esperando as filhas mais novas completarem uma idade maior para também serem prostituídas. As vítimas relataram em depoimento que já havia clientes interessados em comprá-las. A autora também tem uma filha mais velha, 21, que assim como as irmãs, desde os 12 anos passou pela mesma situação e hoje se prostitui em área de garimpo”, disse Juliana Tuma.

    Conforme a delegada, as investigações terão continuidade a fim de identificar todos os clientes, também envolvidos nos abusos sexuais. As vítimas foram encaminhadas e serão assistidas pelo Conselho Tutelar da área, e receberão todo suporte necessário.

    A mulher poderá responder por favorecimento à prostituição e exploração sexual.