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    Políticas públicas focam em conectividade nas escolas, mas faltam dispositivos para acesso, mostra pesquisa

    Levantamento TIC Educação 2022 diagnosticou que 94% das escolas brasileiras têm acesso à internet, mas apenas 58% possuem aparelhos para viabilizar o acesso. Problema se agrava nas escolas municipais

    Imagem ilustrativa de sala de aula
    Imagem ilustrativa de sala de aula Foto: Sumaia Vilela / Agência Brasil

    Taísa Medeirosda CNN

    Brasília

    O acesso à internet está presente em 94% das escolas brasileiras que oferecem Ensino Fundamental e Médio, mas apenas 58% delas possuem computadores (notebook, desktop e tablet) e conectividade à rede para uso dos alunos. O quadro se acentua entre as escolas municipais. Os indicadores fazem parte da pesquisa TIC Educação 2022, divulgada nesta segunda-feira (25).

    De acordo com o levantamento, entre as escolas que possuem simultaneamente computador e acesso à Internet para uso dos alunos, a maior parte se trata de escolas estaduais (82%) e particulares (73%). Somente 43% das escolas municipais disponibilizam ambos os recursos tecnológicos, conforme a edição de 2022 da pesquisa.

    O dado diagnostica uma deficiência nas políticas públicas de conectividade, que mantinham o foco em fornecer a conectividade sem, muitas vezes, prover os meios para o acesso. A pesquisa apontou que um dos obstáculos para a conectividade segundo os docentes é a falta de disponibilidade de computadores para uso dos professores ou dos alunos na escola (84%) e a falta de acesso à Internet para uso em atividades educacionais (53%). A dispersão dos alunos durante o uso de tecnologias digitais nas aulas é também citada por 46% dos professores.

    A conectividade nas escolas tem sido uma das prioridades do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação às iniciativas de educação pública. Um exemplo deste tipo de iniciativa tem sido a manutenção do Programa de Inovação Educação Conectada. Lançado no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o programa nasceu com o intuito de universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas, a formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conteúdos educacionais digitais em sala.

    Em agosto deste ano, o governo de Lula divulgou os critérios atualizados para o repasse financeiro da União às escolas da educação básica que queiram aderir ao Programa de Inovação Educação Conectada. O programa atualmente também tem foco em disponibilizar equipamentos e recursos educacionais digitais nas escolas.

    O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, reconheceu, ao lançar um dos programas de investimento em conectividade, que um dos maiores desafios da política pública são as escolas que não possuem qualquer tipo de conexão com a internet ou, ainda, as que sequer contam com energia elétrica. “Procuramos construir soluções para as escolas nas áreas rurais e em localidades remotas que vão desde instalação de infraestrutura de fibra óptica até o provimento de sinal via satélite”, afirmou.