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    Prefeitos de cidades brasileiras na fronteira com Venezuela e Guiana relatam apreensão

    O movimento expressivo de blindados e militares é registrado no município de Pacaraima, enquanto a circulação de pessoas acontece normalmente em Bonfim

    Prefeito mostra circulação de pessoas e veículos na fronteira do Brasil com a Guiana, em Roraima
    Prefeito mostra circulação de pessoas e veículos na fronteira do Brasil com a Guiana, em Roraima Reprodução

    Felipe Medeiroscolaboração para a CNN

    Em Boa Vista

    Prefeitos de cidades de Roraima, situadas na fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana, acompanham a tensão entre os países vizinhos e relatam a apreensão com a possibilidade de um conflito na América do Sul.

    O movimento expressivo de blindados e militares é registrado no município de Pacaraima, cidade ao Norte de Roraima, que fica na fronteira com a Venezuela. O Exército está posicionado em pontos estratégicos também em Uiramutã, outra cidade ao lado do país vizinho. Já em Bonfim, não há atuação das forças armadas.

    O prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato (Republicanos) informou à CNN que as autoridades federais não mantêm os poderes legislativo e executivo locais informados sobre as ações, o que segundo ele provoca apreensão na gestão e nas pessoas.

    “Estamos apreensivos porque está sempre aumentando o número de militares e de equipamentos nunca vistos antes em Pacaraima e a gente fica preocupado. Fica nossa indignação pela falta de informação ao próprio poder que representa o povo e a população de Pacaraima”, reclamou Torquato.

    Ainda segundo o prefeito, o movimento de civis segue tranquilo do lado brasileiro e na parte venezuelana eles não têm visto movimentação estranha.

    Na fronteira com a Guiana, o prefeito de Bonfim, Joner Chagas (Republicanos), publicou um vídeo do percurso para atravessar a fronteira com o país vizinho. Nas imagens feitas nesta sexta-feira (8), ele mostra a ausência de militares na região e a tranquilidade no comércio na cidade fronteiriça.

    Apesar da tensão com a Venezuela pela região de Essequibo, Joner afirmou que a disputa entre os países não tem afetado o movimento na cidade de Lethem, na Guiana.

    “A fronteira está aberta, os comércios estão funcionando e o trânsito segue fluindo. Tanto os venezuelanos quanto os guianenses são nossos irmãos. Não queremos conflito. Torço para que essa situação se resolva de forma pacífica, o mais rápido possível”, disse na gravação.

    Entre tanto, Chagas demonstrou também tensão caso ocorra um possível conflito armado. “Existe, sim, uma preocupação com toda a questão envolvendo a disputa por Essequibo, mas a vida está seguindo normalmente”, concluiu.

    A CNN relatou ao Ministério da Defesa as falas dos gestores municipais. Em resposta, a pasta enviou uma nota que tem sido ao posicionamento padrão às demandas sobre o reforço militar em Roraima.

    O comunicado diz que o Exército Brasileiro mantém constante monitoramento e homens de prontidão para garantir a inviolabilidade de nossas fronteiras. “Nesse contexto, foi antecipado um reforço de tropas e meios de emprego militar nas cidades de Pacaraima e Boa Vista”, continua a nota.

    O Ministério explica que este processo aumentará o número de militares na área, além de viaturas blindadas, que serão deslocadas a Boa Vista ao longo do mês de dezembro.

    “Atualmente, no lado brasileiro, o movimento na fronteira tem sido normal”, conclui a pasta.