Prefeitura de SP vai disponibilizar 2.100 leitos em hospitais de campanha

Também serão criados mais 725 leitos de UTI em toda a capital paulista para atender pacientes com novo coronavírus

Hospital de campanha contra coronavírus em construção no estádio do Pacaembu, em São Paulo
Hospital de campanha contra coronavírus em construção no estádio do Pacaembu, em São Paulo Foto: Reprodução/Universo Drone

Da CNN, em São Paulo

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta sexta (27) que disponibilizará mais 725 leitos de UTI e 2.100 leitos comuns em hospitais de campanha para tratar pacientes com o novo coronavírus (COVID-19).

A estimativa é que os locais emergenciais, montados no Estádio do Pacaembu e no complexo do Anhembi, fiquem prontos até a próxima quarta (1º/4) —a construção foi anunciada na última sexta (20). Caso a previsão seja cumprida, os hospitais terão sido concluídos em 11 dias.

Covas disse que a capital paulista entra agora na terceira fase da pandemia. “A primeira foi de prevenção, a segunda de isolamento, e, agora, temos de nos preparar para a explosão de casos e a quantidade de pessoas que vão precisar desses leitos”, disse.

O prognóstico é compartilhado pelo secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido. “Estamos a começar o momento mais agudo da pandemia, agora no mês de abril.”

Cerca de 2.620 profissionais trabalharão nesses hospitais de campanha. A SPTuris, empresa municipal de turismo da cidade, cedeu uma seção do hotel Holiday Inn, anexo ao Anhembi, para que médicos e enfermeiras descansem. De acordo com a Prefeitura, R$ 50 milhões foram direcionados para a construção dos locais.

Aparecido também anunciou que o município adquiriu 100 mil testes rápidos, e fechou parceria com cinco laboratórios particulares para oferecerem mais 600 testes rápidos diários.

Durante a entrevista coletiva, Covas alfinetou declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Embora vemos políticos preocupados com normas da CLT de responsabilização, nossa preocupação é com o artigo 121 do Código Penal —não sermos responsabilizados por nenhum homicídio”, disse.

Mais cedo nesta sexta, o presidente afirmou que governadores e prefeitos que decretaram quarentena deverão ressarcir os comerciantes, de acordo com artigo da CLT.

De acordo com o secretário estadual de saúde, José Henrique Germann, o estado de São Paulo tem 1.223 casos confirmados —um crescimento de 14% em relação ao número desta quinta (26). De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, o país todo tem 3.417 pacientes com COVID-19

Economia ou saúde?

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB)
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva sobre o novo coronavírus
Foto: Reprodução – 27.mar.2020/Governo SP

Bruno Covas negou que haja uma escolha a ser feita entre economia e saúde. “Não adianta abrir comércio se não houver cliente vivo para ir ao comércio”, disse.

O governador João Doria concordou, e disse que é hora de ter paciência. “Essa guerra na saúde terá um fim, estamos trabalhando para que seja o mais breve possível. Mas antecipar seu encerramento irresponsavelmente não seria concluir a guerra, mas ampliar vítimas”. 

Doria também falou sobre a promoção de buzinaços e protestos online pela volta ao funcionamento normal do comércio. “Essas pessoas estão erradas. Não vamos mudar nosso comportamento, de proteger pessoas e amparar decisões na ciência e em outras experiências positivas em todo o mundo”.

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