Prefeitura do RJ recua e não vai cobrar passaporte da vacina em táxis e shoppings

Comprovante de vacinação continua a ser exigido em bares, restaurantes, lanchonetes, salões de beleza e estética, hotéis, pousadas e locais de aluguel por temporada

Thayana AraújoBeatriz Puenteda CNN

no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

Horas depois de ser publicado o decreto que ampliava a exigência do passaporte da vacina na cidade do Rio, a Prefeitura do Rio voltou atrás e retirou a obrigação para os shoppings, táxis e carros de aplicativo. A informação foi confirmada pelo Secretário de Saúde, Daniel Soranz.

A mudança será republicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (3). A medida continua valendo para bares, restaurantes, lanchonetes, salões de beleza e estética, hotéis, pousadas e locais de aluguel por temporada.

A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu ampliar a obrigatoriedade do passaporte após a confirmação de três casos da variante Ômicron no país e a investigação de seis casos suspeitos, um deles na capital fluminense. A preocupação das autoridades de saúde é com o movimento tradicional com as festas de Réveillon, verão na cidade e Carnaval.

Até o momento, a prefeitura e governo do estado mantêm a festa de Réveillon, mas com uma avaliação diária do cenário da Covid-19, com a possibilidade de cancelamento em caso de piora. A rede hoteleira da cidade tem 80% dos quartos reservados para o Réveillon e espera chegar a 100% da lotação até a data.

O comprovante de vacinação já é exigido no Rio de Janeiro em academias, clubes, estádios, feiras, convenções, pontos turísticos, museus e teatros desde setembro. O novo decreto determina que, no caso de atividades com venda de ingresso, o passaporte deve ser exigido na compra ou inscrição.

Já no caso dos hotéis e imóveis para locação, as reservas devem ser efetivadas somente após a apresentação do documento. Segundo a prefeitura, vai caber aos estabelecimentos o controle de entrada.

Mais Recentes da CNN