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    Prefeituras de 66 cidades do Rio vão à Justiça contra Enel

    Cidades exigem normalização dos serviços que estão instáveis há mais de uma semana e plano de contingência para o verão

    Bianca Camargoda CNN

    As prefeituras das 66 cidades fluminenses atendidas pela Enel se reuniram nesta segunda-feira (27) e decidiram entrar com uma Ação Civil Pública no Tribunal de Justiça do Rio contra a concessionária de energia. No processo, os municípios pedem o restabelecimento do fornecimento de luz em até 4 horas de locais ainda sem eletricidade e a criação de um plano de contingência para futuras interrupções de energia.

    Um temporal castigou diversas cidades da região metropolitana e interior do Rio de Janeiro durante o feriado prolongado do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Entre os problemas causados pela chuva, vários municípios tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido e a situação persistiu por dias. Oito dias depois da chuva forte há pontos que ainda não foram totalmente normalizados.

    No encontro, os prefeitos e representantes dos munícipios debateram a prestação de serviços da empresa e o futuro da concessão. O grupo redigiu uma carta à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério de Minas e Energia para que as concessões sejam repensadas.

    Em uma publicação nas redes sociais, o prefeito de Niterói, Axel Grael (PDT), que articulou o encontrou, defendeu que as cidades possam opiniar sobre a continuidade de contratos como o firmado pela Enel “é de extrema importância que os municípios participem ativamente desse processo”.

    Os municípios também cobram na Justiça que a concessionária elabore um plano de contingência para o verão.

    “A gente está vivendo as piores chuvas e as mudanças climáticas. E isso não pode ser desculpa de uma empresa que não se planejou, que não fez o dever de casa.”, segundo o prefeito de Areal, Gutinho Bernardes (Rede).

    Procurada pela CNN, a Enel disse que não vai comentar a ação.