Pressionado por lotação de ônibus, secretário de transportes de SP pede demissão

Na última segunda-feira (8), prefeito Bruno Covas deu cinco dias para Edson Caram garantir que linhas da cidade circulariam apenas com passageiros sentados

Secretário Municipal de Transportes de São Paulo, Edson Caram
Secretário Municipal de Transportes de São Paulo, Edson Caram Foto: CNN (11.mai.2020)

Guilherme Venaglia, da CNN em São Paulo

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Na última segunda-feira (8), em entrevista coletiva, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou ter dado um prazo de cinco dias para que o secretário municipal de Transportes, Edson Caram, garantisse que passageiros trafegariam apenas sentados nos ônibus da capital, para evitar aglomerações. Findado o prazo, Caram pediu demissão nesta sexta (12).

Segundo nota divulgada pela Prefeitura de São Paulo, Covas aceitou a saída do secretário e pediu “que Caram permaneça no cargo por mais alguns dias, até a escolha de um substituto para a secretaria”. Na fala anterior, o prefeito havia dito que “se até sexta-feira ele não conseguir fazer isso, a partir da segunda é outro secretário que vai tentar”.

A restrição a passageiros em pé no transporte público municipal é medida de contenção da propagação do novo coronavírus na cidade. 

A cidade de São Paulo vive uma fase de relaxamento da quarentena imposta em razão da pandemia. Nesta quarta-feira (10), o comércio de rua passou a poder abrir por quatro horas. Na quinta (11), foi a vez dos shoppings centers, também por quatro horas.

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Em entrevista à CNN, o prefeito Bruno Covas defendeu a manutenção de uma atuação a favor do distanciamento social apesar da flexibilização. “Não podemos achar que pandemia acabou”, argumentou.

“A população tem que entender que a pandemia não acabou, precisamos continuar a evoluir, para fase 3, 4, 5.  Todos os cuidados que as pessoas tiveram até aqui precisam continuar, evitar aglomeração, deslocamentos desnecessários não devem ser feitos, têm que utilizar corretamente a máscara. Se em duas semanas os índices piorarem, vamos ter que voltar a fechar”, disse o prefeito. 

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