Professores da rede paulista entram em greve contra volta das aulas presenciais

Docentes alegam que as unidades de ensino não têm condições sanitárias de receber os estudantes

Escolas estaduais estão fechadas desde março de 2020. Nesse tempo, o ensino foi feito de forma remota
Escolas estaduais estão fechadas desde março de 2020. Nesse tempo, o ensino foi feito de forma remota Foto: Tiago Queiroz/Agência Estado

Will Marinho, da CNN, em São Paulo

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Contra a volta das aulas presencias, o Sindicato dos Professores da rede estadual paulista começou uma greve nesta segunda-feira (8). De acordo com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a decisão teve apoio de 81,8% dos professores.

Durante a assembleia realizada na sexta-feira (5), os professores se manifestaram contra a decisão de reabrir as escolas estaduais. Segundo o sindicato, as unidades não têm condições sanitárias de receber os estudantes.

Também foram constatados casos de funcionários e professores contaminados pelo novo coronavírus. A Apeoesp fez um levantamento que apontou 147 casos de Covid-19 em escolas que tiveram algum tipo de atividade presencial.

Governo defende retorno de aulas presenciais

Em entrevista à CNN, o secretário Estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, defendeu o retorno presencial das aulas, mesmo com a pandemia de Covid-19.

“Não dá para o receio nos impedir. Nesse momento, isso precisa servir para nos deixar alertas e cumprir todos os protocolos. Dessa forma, não vão ter casos de infecção nas escolas”, disse Soares. 

O secretário também ressaltou que será dada falta aos professores que aderirem à greve. Ele afirmou que acredita que boa parte dos educadores esteja pronta para a retomada do ensino presencial. “Tenho certeza de que a maioria deles estará nas escolas, prontos para receberem os nossos estudantes.”

 

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