Rio muda nome do Parque Madureira para homenagear Monarco

Baluarte da Portela e presidente de honra da agremiação, Hildemar Diniz morreu no sábado (11), aos 88 anos

Stéfano Salles, da CNN, Rio de Janeiro
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Depois de ter recebido homenagens de todo o mundo do samba e de autoridades de todos os níveis, após morrer no sábado (11), aos 88 anos, Monarco, ex-presidente de honra da Portela, foi homenageado nesta quinta-feira (16) pela prefeitura do Rio. O baluarte do carnaval dará nome ao Parque Madureira, na Zona Norte da capital.

O equipamento de cultura e lazer fica bem próximo à quadra da Portela, em Madureira, e próximo a Oswaldo Cruz, bairro onde o artista cresceu e que concentra boa parte da torcida da azul e branca. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município por decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD), torcedor declarado da agremiação, maior vencedora do carnaval carioca.

O Parque Madureira Mestre Monarco tem 217 mil metros quadrados. Na publicação que oficializa a mudança de nome, Paes destaca a importância de Hildemar Diniz, nome de registro de Monarco, para o mundo do samba e sua contribuição na ala de compositores e na velha guarda da Portela. O decreto diz ainda que o homenageado é “um ícone entre os maiores compositores e cantores populares do Brasil”.

A publicação destaca também que Monarco “simboliza o que há de mais genuíno na cultura nacional”. Monarco estava internado desde novembro no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele tratava um câncer e, recentemente, passou por uma cirurgia no aparelho digestivo.

Em poucas horas, a morte do sambista provocou manifestações de solidariedade em diversas agremiações carnavalescas. Entre elas, todas as coirmãs da Portela no Grupo Especial, da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e de autoridades públicas, como o prefeito Eduardo Paes, o governador Cláudio Castro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após o anúncio da morte de Monarco, algumas agremiações chegaram a cancelar as atividades previstas para os dias seguintes. A Mangueira suspendeu o ensaio de rua previsto para segunda-feira (12).

O corpo de Monarco foi velado no domingo (12), na quadra da Portela, local onde o músico fez meses antes sua última apresentação pública. A despedida atraiu artistas como Diogo Nogueira, Paulinho da Viola e Marisa Monte. Cobriram o caixão, além da bandeira da escola, as da Unidos do Jacarezinho e do América, clube pelo qual torcia o cantor e compositor.