Risco de cultos presenciais na pandemia leva debate sobre direito e saúde ao STF
No domingo de Páscoa, data que marca uma das celebrações mais tradicionais e que mais mobiliza fiéis, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, resolveu aceitar um pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos e autorizou cultos, missas e outras celebrações religiosas presenciais. Neste mesmo domingo, o Brasil registrou 1.233 novas mortes pela Covid-19. A decisão monocrática de Nunes Marques encontrou resistência de especialistas e até de alguns de seus pares no STF. Estudos feitos a partir de casos registrados nos Estados Unidos, Coréia do Sul, Alemanha e outros países apontam um elevado potencial de contaminação nos ambientes religiosos.
Neste episódio do E Tem Mais, Monalisa Perrone conversa com a infectologista Sylvia Lemos, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora de biossegurança da Universidade Federal de Pernambuco, para entender quais os riscos das celebrações religiosas presenciais no pior momento da pandemia. A infectologista também fala sobre a confusão acerca das atividades essenciais e como as decisões difusas sobre as medidas de isolamento dificultam o combate à pandemia. Na segunda parte do episódio, Monalisa recebe o antropólogo Ronaldo de Almeida, professor da Unicamp e pesquisador do Cebrap. Almeida fala sobre a sobreposição entre religião e política no país e comenta a dificuldade em deslocar o debate sobre a pandemia para um lugar científico.
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