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    RJ: Acadêmica é indiciada por racismo após postagens antissemitas

    Polícia analisou mensagens e indiciou presidente da Academia Friburguense de Letras também por intolerância religiosa; ela chamou judeus de "canalhas" nas redes sociais

    Fachada da Academia Friburguense de Letras; presidente é acusada de intolerância religiosa e preconceito
    Fachada da Academia Friburguense de Letras; presidente é acusada de intolerância religiosa e preconceito Reprodução

    Isabelle Salemeda CNN

    A presidente da Academia Friburguense de Letras (AFL), Maria Janaína Botelho Corrêa, pode responder pelos crimes de intolerância religiosa e racismo. Nas redes sociais, Botelho, que também é professora na região serrana do Rio de Janeiro, fez postagens em que atacava a comunidade judaica.

    Publicação feita pela presidente da Academia Friburguense de Letras, em resposta ao jornalista Caio Blinder / Reprodução/Redes Sociais

    Em uma delas, do dia 4 de janeiro, Janaína disse, em resposta a uma publicação do jornalista Caio Blinder: “Está na hora do olho por olho, dente por dente e fazer assassinatos seletivos de judeus sionistas”.

    Em outras postagens feitas entre janeiro e fevereiro desse ano, a acadêmica escreve: “Eu também sou antissemita. E daí?”, e em outra mensagem chama os judeus de “canalhas”.

    Outras postagens citadas no relatório final da Polícia Civil do Rio sobre o caso / Reprodução

    O conteúdo foi analisado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do Rio de Janeiro (Decradi) que, depois de ouvir a acusada e uma testemunha, indiciou Botelho. O relatório final da Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre o caso já foi enviado ao Ministério Público do estado.

    De acordo com a delegada Rita Salim, existem provas de que as mensagens postadas foram feitas pela própria investigada na rede social. À polícia, a acadêmica chegou a confirmar que fez as publicações e se disse arrependida de algumas.

    “O teor das postagens possui claramente conteúdo discriminatório ofensivo à comunidade judaica, bem como a veiculação de um discurso de ódio que pode ser integralmente combatido, sob pena de ser propagada a incitação ao racismo. Além disso, as publicações foram veiculadas através de rede social, que certamente tem o poder de maximizar o alcance dessa conduta de discriminatória, influenciando diretamente os integrantes dessa rede social no sentido de propagar e incentivar o preconceito e a intolerância religiosa, punidos pela legislação”, explicou a delegada.

    A delegada lembrou que “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” é crime, segundo a lei brasileira. A pena prevista é de um a três anos, além de multa.

     

    De acordo com o site da Academia, Maria Janaína Botelho é historiadora, escritora, jornalista, professora universitária e poetisa. Ela tomou posse em 4 de outubro de 2012 da cadeira número 31 da Academia Friburguense de Letras e assumiu a presidência da AFL em 2022.

    A CNN procurou a acusada e a AFL e aguarda posicionamento.