RJ: acusado de matar argentina em Búzios vai à júri popular
A Justiça também determinou que Carlos José França continue preso durante o processo

O acusado da morte da argentina Florencia Aranguren, em Armação de Búzios, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro, vai à júri popular. A decisão foi durante a primeira audiência do caso, na tarde desta terça-feira (30), na 2ª Vara de Búzios. Durante a sessão, foram ouvidas 11 testemunhas, além do acusado, Carlos José França.
Florencia, de 31 anos, foi encontrada morta em uma trilha que dá acesso a praia de José Gonçalves, no dia 06 de dezembro do ano passado.
De acordo com as investigações, a argentina foi morta a facadas quando passeava com o cachorro. O suspeito foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por homicídio qualificado, por ter acontecido de forma cruel e que impossibilitou a defesa da vítima.
“O conjunto probatório coligido aos autos indica ser grande a possibilidade do crime ter sido praticado pelo acusado, fato que deverá ser avaliado pelo com maior profundidade pelos jurados, ao longo do julgamento a ser realizado em plenário. Estão presentes, também, indícios de que o crime tenha sido praticado por meio cruel, consistente no golpeamento da vítima com diversas facadas ao longo do corpo, além do da utilização de meio que dificultou a defesa da vítima”, escreveu o juiz Danilo Marques Borges na decisão, que também manteve a prisão do réu.
Relembre o caso
Um trecho da denúncia narra que, após cometer o crime, Carlos teria abandonado o corpo da vítima na trilha que dá acesso à praia. O corpo de Florencia foi encontrado por um morador da região que estava caminhando pelo local. O cachorro da argentina estava preso ao seu corpo por uma coleira e apresentava manchas de sangue.
Carlos José foi encontrado se limpando em um condomínio próximo ao local do crime. Durante a revista, foram identificados arranhões, marcas de luta corporal, além de marcas de sangue. O homem foi preso em flagrante e, quando foi levado para perto do corpo da vítima, o cachorro que a acompanhava reagiu ao vê-lo.
Além disso, a denúncia destaca que o laudo pericial confirmou que as roupas do acusado tinham manchas de sangue humano. A perícia de compatibilidade de DNA com o da vítima está em andamento pela Polícia Civil.
O corpo da vítima foi cremado e as cinzas foram levadas para a Argentina.


